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Mercedes-Benz do Brasil e Justiceiras criam campanha para denúncia e proteção contra assédio e importunação sexual de mulheres no transporte coletivo

Saiu no Diário do Transporte

A Mercedes-Benz do Brasil, cumprindo seu compromisso de ouvir as vozes das estradas e das ruas, acaba de criar a campanha “Coletivo de Respeito”, que conta com vários parceiros e que busca sensibilizar a sociedade para uma mudança efetiva na realidade das mulheres no dia a dia dos transportes coletivos, especialmente nos ônibus. Para isso, o acolhimento e proteção às vítimas serão feitos por meio do trabalho desenvolvido pelo Projeto “Justiceiras”, organização que atua no combate à violência contra a mulher. O primeiro contato para denúncia ou busca por apoio será feito por meio de um canal exclusivo e criado especialmente para importunação sexual de mulheres nos transportes coletivos.

Toda a gestão do canal de denúncia e dos acolhimentos será realizada pelas voluntárias do Projeto “Justiceiras”, que prestará atendimento online multidisciplinar nos âmbitos jurídico, médico, psicológico e socioassistencial. Desde 2020, as “Justiceiras” já atenderam mais de 13.500 vítimas, contando para isso com aproximadamente 15.000 mulheres voluntárias cadastradas.

Alinhamento com princípios ESG

“Esse projeto é fruto de mais uma iniciativa de colaboradores da nossa Empresa, que encontraram nas Justiceiras a parceira ideal para este propósito”, afirma Kathrin Pfeffer, CFO da Mercedes-Benz América Latina. “Aqui na Mercedes-Benz, contamos com um grupo multifuncional focado em inovação disruptiva e novos negócios. Esse tempo gera dentro de casa as soluções mais amplamente distribuídas a transporte, mobilidade, pessoas e sociedade, visando resolver ou minimizar algumas demandas do dia a dia. É o que ocorre agora com o Coletivo de Respeito. A ideia surgiu ao mapearmos algumas dores da sociedade e o assédio no transporte público é uma delas”.

“O objetivo do nosso grupo multifuncional é incentivar e fortalecer o espírito pioneiro, promover a cultura da inovação e levar novas ideias para ruas e estradas, sempre com foco na qualidade de vida, responsabilidade social e no ecossistema do transporte responsável”, diz Kathrin Pfeffer . “Queremos ajudar a resolver problemas da sociedade por meio da força da marca Mercedes-Benz, em total tutelado com os princípios ESG da nossa Companhia”.

A equipe interna de voluntários na Mercedes-Benz do Brasil é formada por 22 líderes de todas as diretorias da Empresa, dos quais seis são responsáveis ​​por ações diretas do Coletivo de Respeito. “Nós entendemos que ao ajudar a passageira, também estamos cuidando do ônibus e consequentemente do nosso negócio, mas principalmente visamos a redução dos índices de assédio no transporte público”, ressalta Kathrin Pfeffer. “Esse comprometimento está totalmente alinhado ao posicionamento da nossa unidade de ônibus:  Pensando no coletivo. Pensando no futuro! ”.

Sobre os parceiros

Justiceiras  – O Projeto Justiceiras foi idealizado em 2020 pela advogada especialista em Direitos das Mulheres e Promotora de Justiça, Gabriela Manssur, também fundadora do Instituto Justiça de Saia e com experiência de mais de 20 anos na área.

Para facilitar o acesso ao Sistema de Justiça e à rede de proteção para todas as meninas e mulheres em situação de violência e vulnerabilidade no Brasil e para brasileiras no exterior, o Justiceiras criou um canal de denúncias online, rápido e eficaz, além de um sistema de atuação multidisciplinar para prevenir e combater todas as formas de violência de gênero e garantir o acesso ao Sistema de Justiça, sem precisar sair de casa. Atendimento multidisciplinar – 15 mil intencionados nas áreas jurídica, psicologia, socioassistencial, médica e rede de apoio e acolhimento online e gratuito.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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