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Marta: da infância pobre ao estrelato mundial

Saiu no site METRÓPOLES

 

Veja publicação original:     Marta: da infância pobre ao estrelato mundial

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Em 2012, o ‘Caldeirão’ foi até a Suécia para entrevistar a jogadora, dona de seis Bolas de Ouro

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Se em algum momento da sua vida você escutou ou leu algo sobre futebol feminino então conhece Marta Vieira da Silva, ou simplesmente Marta. Maior jogadora da história do esporte com seis Bolas de Ouro, a brasileira, de 33 anos, chega ao seu quinto mundial com a responsabilidade ainda mais elevada de levar a Seleção Brasileira feminina ao seu primeiro título de Copa do Mundo Feminina da FIFA, desta vez na França. Os Estados Unidos são os maiores campeões com três conquistas.

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Mas se engana quem pensa que a vida de Marta foi só glamour. Nascida no interior do Alagoas, a jogadora teve uma infância muito pobre, saindo de casa aos 14 anos. Em entrevista ao Caldeirão, em 2012, a camisa 10 da Seleção relembrou um pouco sua juventude, época em que faltava dinheiro até para as coisas mais básicas.

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“Foi uma infância muito sofrida. Não tinha nem dinheiro para comprar o que a gente necessitava, quanto mais uma câmera. Não tem registro (da infância). É uma coisa que sinto saudade, queria ter como mostrar. Acho que a foto que tenho que era menor tinha 9 anos” , falou Marta.

Marta se emociona ao relembrar infância — Foto: Tv Globo

Marta se emociona ao relembrar infância — Foto: Tv Globo

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Vivendo nos Estados Unidos desde 2017, quando deixou o Rosengard, da Suécia, para defender o Orlando Pride, Marta hoje vive com o conforto merecido após anos de luta no esporte. Momento que não é reflexo de seu passado nos tempos em que ainda dava os primeiros passos no futebol. Ao apresentador Luciano Huck, a jogadora se emocionou ao contar como era sua casa.

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“Não era nem uma casa, era um salão dividido em cômodos, separado com tecido. Me vejo naquela situação muitas vezes.”, contou para Luciano Huck.

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Marta posa com seus seis prêmios de Melhor Jogadora do Mundo — Foto: Lucas Figueiredo/Divulgação/CBF

Marta posa com seus seis prêmios de Melhor Jogadora do Mundo — Foto: Lucas Figueiredo/Divulgação/CBF

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“Saí de Alagoas com 14 anos. Até aos 14 anos joguei em times masculinos e algumas vezes femininos.”

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“Um rapaz que trabalhava em um clube me via jogar sempre lá (em Alagoas). Depois que ele veio para o Rio, disse: ‘Vamos tentar trazer a Marta para fazer um teste. Era o Vasco, Fluminense, naquela época. Não tinha nada a perder, então eu vou. Fiquei deslumbrada que aquilo tudo só via pela TV. Fiquei meio assustada”.

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Carteirinha de Marta na Ferj nos tempos de Vasco — Foto: Divulgação/Vasco da Gama

Carteirinha de Marta na Ferj nos tempos de Vasco — Foto: Divulgação/Vasco da Gama

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Reconhecimento fora de campo

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Além de levar sua sexta Bola de Ouro como Melhor Jogadora de Futebol em 2018, Marta foi nomeada Embaixadora da ONU Mulheres, com o objetivo de apoiar o trabalho pela igualdade de gênero e empoderamento das mulheres pelo mundo.

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“Estou totalmente comprometida em trabalhar com a ONU Mulheres para garantir que mulheres e meninas em todo o mundo tenham as mesmas oportunidades que homens e meninos têm para realizar seu potencial. Eu sei, a partir da minha experiência de vida, que o esporte é uma ferramenta fantástica para o empoderamento”, disse a atleta durante a posse.

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Maior Artilheira de Todas as Copas do Mundo Femininas FIFA

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Em 2015, Marta chegou a incrível marca de 15 gols em Copas do Mundo Femininas FIFA, virando a maior artilheira da história do torneio, realizado pela primeira vez em 1991.

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Marta é a Maior Artilheira da história da Copa do Mundo Feminina — Foto: Lucas Figueiredo/Divulgação/CBF

Marta é a Maior Artilheira da história da Copa do Mundo Feminina — Foto: Lucas Figueiredo/Divulgação/CBF

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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