HOME

Home

Maria da Penha é nova integrante do Conselho dos Direitos da Mulher

Saiu no site METRÓPOLES

 

Veja publicação original:  Maria da Penha é nova integrante do Conselho dos Direitos da Mulher

.

Símbolo da luta pelo fim da violência contra as brasileiras, ativista aceitou convite para fazer parte do colegiado. Posse até final do mês

.

Por Thayná Schuquel

.

A ativista Maria da Penha foi designada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (17/12) como a nova integrante emérita do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). A escolha foi realizada pelo plenário, de forma unânime. A portaria publicada no DOU é assinada pelo atual ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha. A posse deverá acontecer até o final do mês.

.

“Fiquei muito feliz com o convite. É uma honra fazer parte do conselho e contribuir para o avanço das políticas públicas para mulheres”, afirmou Maria da Penha, ao ser informada sobre a indicação.

.

Para o ministro Gustavo Rocha, Maria da Penha é uma mulher de luta. “Lutou para que seu agressor viesse a ser condenado e hoje é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica”, enfatizou.

.

“A ideia do Conselho Nacional de Direitos da Mulher é fortalecer as políticas públicas para mulheres. A presença da Penha no colegiado, com toda sua experiência, será enriquecedora”, assegurou Andreza Colatto, secretária Nacional de Políticas para Mulheres e presidente do CNDM. O colegiado é composto tanto por integrantes do governo federal quanto da sociedade civil, e subsidia o Executivo na formulação de políticas públicas e avaliação de iniciativas em sua área de atuação.

.

.

.

Histórico
Maria da Penha é um símbolo de luta para as mulheres. Ela foi vítima de violência doméstica. O marido tentou assassiná-la duas vezes, na primeira, com uma arma de fogo, que a deixou paraplégica, e, na segunda, por eletrocussão e afogamento. Após as duas tentativas de homicídio, sem que a Justiça brasileira prendesse o acusado, que já tinha sido condenado pelos dois crimes, Maria da Penha denunciou o parceiro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

.

Passados 18 anos dos ataques, a entidade internacional condenou o governo brasileiro por omissão e negligência no caso de violência doméstica. Além da condenação moral, a OEA ainda impôs ao Estado brasileiro a obrigação de indenizar Maria da Penha por danos morais.

.

Seu histórico de luta, denunciando a impunidade no seu caso e no de milhares de outras mulheres, credenciaram Maria da Penha como figura central dos avanços realizados no Brasil no processo de enfrentamento à violência doméstica. A sua luta pessoal impulsionou a criação da Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006), considerada pela Organizações das Nações Unidas (ONU) como uma das três melhores legislações do mundo de enfrentamento à violência contra mulheres.

 

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME