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Juiz dos EUA levanta restrições ao refúgio de vítimas de violência doméstica

Saiu no site DNOTÍCIAS – PORTUGAL

 

Veja publicação original:  Juiz dos EUA levanta restrições ao refúgio de vítimas de violência doméstica

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Um juiz distrital dos EUA anulou, na quarta-feira, a decisão do Governo norte-americano de não conceder asilo a vítimas de violência doméstica e de ‘gangs’, um novo revés na política de imigração da administração Trump.

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O juiz Emmet Sullivan descreveu as restrições como “arbitrárias, caprichosas e contraditórias às leis da imigração”, acrescentando que “é a vontade do Congresso, não os caprichos da administração, que determina os critérios” de exclusão.

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A 11 de junho, o então procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, anunciou que o país ia passar a rejeitar estes pedidos de asilo.

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“Queixas de estrangeiros sobre violência doméstica ou violência de gangs por atores não governamentais não serão avaliadas”, disse, à época, considerando que o direito “ao asilo não se destina a reparar todas as desgraças”.

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Doze requerentes de asilo da América Central – ameaçados de deportação – iniciaram então um processo judicial com o apoio de organizações de direitos dos migrantes.

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Na quarta-feira, o juiz Emmet Sullivan decidiu a favor dos requerentes, ordenando o levantamento dos processos de deportação contra os queixosos e o regresso daqueles que já tinham sido deportados para o seu país.

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A Casa Branca não demorou a reagir. Através da porta-voz, Sarah Sanders, declarou que a decisão “irá sobrecarregar ainda mais os nossos tribunais com casos inúteis” e contribuirá “para incentivar ainda mais a imigração ilegal”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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