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Fortaleza/CE: Legislativo destaca avanços no combate a violência contra a mulher com a Lei Maria da Penha

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Veja publicação original: Fortaleza/CE: Legislativo destaca avanços no combate a violência contra a mulher com a Lei Maria da Penha

 

11 anos da aprovação da Lei Maria da Penha e os avanços são inegáveis, com o aumento das denúncias dos casos de agressão e a construção de uma rede de atenção especializada. O momento foi celebrado pela Câmara Municipal de Fortaleza com a realização de audiência pública nesta sexta-feira, 11, contando com a participação de várias entidade que atuam na garantia dos direitos da mulher.

 

A vereadora Larissa Gaspar (PPL) evidenciou a luta das mulheres no fortalecimento da Lei Maria da Penha e do empenho que o poder público implementando na efetivação dos direitos da mulher. A parlamentar frisou a importância da Lei Maria da Penha no avanço penal dos crimes de violência doméstica contra a mulher, que muitas vezes são minimizados pela cultura machista. A Lei Maria da Penha, como ressaltou Larissa Gaspar, trouxe um olhar mais especializado para os problemas enfrentados pela mulher numa relação afetiva e reforçando a importância da denúncia e do respeito aos direitos da mulher como ser humano e integrante da sociedade.

 

 

Parabenizar o Legislativo pelo momento, Maria da Penha, vítima de violência doméstica, destacou os avanços no aumento das denúncias de agressões, mas que ainda é necessário uma amparo maior das politicas de assistência às mulheres vítimas. Maria da Penha salientou a necessidade de tratar o problema nos pequenos municípios, com a criação de Centros de Referência, instruindo as mulheres sobre os problemas que envolvem a violência doméstica. Maria da Penha falou do trabalho que Instituto Maria da Penha vem realizando e o estudo em nove capitais do Nordeste, que na primeira fase entrevistou 10 mil mulheres, mostrando dados não revelados por outros estudos, dentre eles, a situação dos filhos das mulheres vitimadas pelos companheiros e que para 10 mulheres, 3 já sofreram um episódio de violência. Esses dados, como frisou Maria da Penha, serão apresentados aos governantes para ampliar a rede de atenção e proteção.

 

Numa tarde em que a luta de Maria da Penha pela criminalização da violência doméstica completou 11 anos de existência, os discursos reforçaram o papel do Poder Judiciário e do Governo no fortalecimento dos mecanismos de apoio à mulher e a garantia de seus direitos, dentre elas, as medidas protetivas e a inclusão socioeconômicas das vítimas na sociedade. O momento evidenciou ainda a atuação da Defensoria Pública e a criação de uma justiça especializada e delegacia especializada, com um atendimento humanizado.

 

O debate contou com a participação da coordenadora de Políticas para às Mulheres da Prefeitura de Fortaleza, Márcia Aires, que destacou o trabalho realizado pelos Centro de Referencia e Assistência Social (CREAS) e do Centro de Apoio Francisca Clotilde, local que acolhe as mulheres vítimas de violência. Participaram deste momento também a coordenadora estadual de Políticas para às Mulheres, Tarciane Barreto; a delegada Erica Moura; o defensor públic, Julio Cesar Sobreira do Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher; a promotora de Justiça, Ana Cláudia Torres.

 

 

Fonte Oficial: http://wp.cmfor.ce.gov.br/cmfor/legislativo-destaca-avancos-no-combate-a-violencia-contra-a-mulher-com-a-lei-maria-da-penha/.

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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