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Feminicídio mata 239 mil garotas com menos de 5 anos na Índia anualmente

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Veja publicação original: Feminicídio mata 239 mil garotas com menos de 5 anos na Índia anualmente

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De acordo com um estudo publicado pelo Lancet Global Health, as taxas de feminicídio na Índia são alarmantes. Pesquisas mostram que mais de 239 mil meninas, com 5 anos ou menos, morrem anualmente na região, ou seja, 2,4 milhões de garotas são mortas a cada década devido a discriminação de gênero presente na sociedade.

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A maioria das mortes são consequência da negligência de suas famílias e órgãos de saúde pública, como na distribuição de alimentos e atendimento médico. Além disso, as garotas têm menor acesso à educação do que os garotos na mesma faixa de idade.

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O estudo ressalta ainda que, em condições naturais e em países onde a descriminalização de gênero não é tão acentuada, as taxas de mortalidade de meninas com menos de cinco anos devem ser menores do que as dos meninos, devido a uma vantagem biológica natural.

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Christophe Guilmoto, professor da Universidade Paris-Descartes, na França, complementa os dados afirmando que por muito tempo, a seleção do sexo da criança, mesmo antes dela nascer, é um dos fatores agravantes para que a situação tenha chegado a esse ponto.

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“A discriminação baseada em gênero não impede apenas que as meninas nasçam na Índia, mas também precipitam a morte daquelas que já nasceram. A igualdade de gênero não se trata apenas de direitos à educação, emprego ou representação política. Abrange também questões como cuidados rotineiros, vacinação, nutrição dessas meninas e, claramente, sua sobrevivência”.

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Nandita Saikia, coautora da pesquisa, reforça a necessidade de uma intervenção para reduzir os dados, principalmente no norte da Índia, onde os números são acentuados.

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“Isso reforça a necessidade de abordar diretamente a questão da discriminação de gênero, além de incentivar o desenvolvimento social e econômico de seus benefícios para as mulheres indianas”.

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Foto de Capa: Criança indiana com a mãe/ Imagem: Getty Images

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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