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Estudante de medicina debocha de texto sobre estupro: “Mulheres também estupram”

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Leia a Publicação Original

A artista Tracy Figg, inspirada pela história do médico que estuprou uma paciente sedada enquanto ela paria, publicou um texto em suas redes sobre as várias situações em que as mulheres são expostas à violência motivada por gênero.

O texto de Tracy diz o seguinte:

“No necrotério depois de mortas/ Com meses de vida/ Na infância/ Na pré adolescência/ Adultas/ Idosas/ NO PARTO/ Nas clínicas psiquiátricas/ Nas consultas médicas de qualquer especialidade/

Na rua, na igreja e em casa/ Pelo pai, pelo padrasto, pelo avô, pelo tio, pelo professor, pelo padre, pelo pastor, pelo médium, pelo MÉDICO, peloo marido, pelo primo, pelo irmão.

Um estudante de medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) achou por bem debochar do texto de Tracy Figg e, copiando a estrutura do texto original, escreveu:

“No cruzamento da preferencial/ Com placa de pare/ Na mudança de pista/ No sinal vermelho/ Na pista molhada/ Loiras/ Morenas/ NA CURVA ACENTUADA/ No fi de rua/ Na estra de terra de qualquer cidade/ No acostamento, no viaduto e em estrada/ Por não dar a seta, por não acender os faróis, por não ligar o pisca-alerta, por não olhar no retrovisor, por dar a luz alta na cidade, por mexer no celular, por não trocar o pneu careca, por não saber fazer baliza, por correr em área escolar, por invadir a pista ao lado, por andar na contramão, por fazer conversão a mil.

Nem toda mulher, mas sempre uma mulher”.

Leia a Matéria Completa Aqui

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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