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Mão aberta e punho cerrado: entenda sinal de socorro que salvou vítima de violência doméstica no Paraná

Saiu no site G1

Após ter casa invadida, ser agredida pelo ex-companheiro e obrigada a sair com ele, mulher fez gesto silencioso e foi ajudada por testemunhas. Homem foi preso em flagrante e ela foi levada a um hospital.

O gesto feito pela mulher que foi salva por testemunhas após sofrer violência doméstica em Pitanga, na região central do Paraná, é conhecido como o “sinal universal de socorro”.

Silencioso, justamente para não ser percebido pelo agressor, ele consiste em deixar a mão com a palma para fora, dobrar o polegar para dentro e fechar os outros quatro dedos sobre ele. A ideia é que, quem veja a situação, entenda que a mulher está sendo vítima de violência e a ajude.

Foi o que aconteceu no Paraná, nesta segunda-feira (3). Após a mulher de 28 anos fazer o sinal pelas costas, ao lado do ex-companheiro — que, segundo constatado depois pela polícia, havia acabado de agredi-la —, testemunhas pararam para ajudá-la e a levaram até um batalhão, onde o homem foi preso em flagrante. Ele foi solto um dia depois.

Segundo a Polícia Militar (PM), a mulher contou que o ex-companheiro invadiu a casa dela e, por ciúmes do atual namorado dela, a agrediu com socos, chutes e com um cabo de vassoura.

O relato aponta que ele ainda a obrigou a ir com ele até a casa do atual namorado, “para tirar satisfação” – e foi nesse trajeto que ela lembrou do sinal de socorro e conseguiu ajuda.

“A mulher tinha sido agredida pelo ex-companheiro, que tinha invadido a casa e, por questões de ciúme do atual companheiro dessa vítima, a agrediu e a levou para tomar satisfações no outro endereço, onde reside o atual companheiro da vítima. Nesse percurso entre a casa da vítima e a casa do atual companheiro, foi que ela conseguiu pedir ajuda através de sinais ao indivíduo que passava na rua”, detalhou o delegado William Gama Assunção.

Testemunhas que passavam de carro pelo local viram o sinal, pararam o veículo e abordaram o casal. As testemunhas notaram que a mulher apresentava lesões aparentes e, ao ser questionada, a vítima pediu que a polícia fosse acionada.

Ela entrou no carro e o agressor quis acompanhá-la. Eles foram até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga, onde a corporação constatou que se tratava de um caso de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.

Diante disso, foi dada voz de prisão ao agressor. Questionado, ele alegou que houve uma discussão e afirmou que as agressões foram mútuas.

A vítima foi encaminhada ao hospital para atendimento médico.

Ele foi preso e não teve o nome divulgado.

O que fazer ao ver o sinal ✋✊

 

O sinal universal de socorro foi criado no Canadá. Uma agência de publicidade de Toronto desenvolveu, em abril de 2020, uma campanha com ações para conter o crescimento dos casos de violência doméstica registrado no período de confinamento da covid-19. O intuito era criar um gesto simples e seguro que poderia ser utilizado por vítimas de violência doméstica para denúncias, sem que o agressor percebesse o pedido de socorro.

Segundo especialistas, ao perceber alguém fazendo o gesto, a orientação é tentar se aproximar da pessoa de forma discreta e amigável, como se conhecesse a vítima, e levá-la para um local seguro, como um comércio ou uma farmácia.

A recomendação é conversar com a vítima e encaminhá-la aos órgãos competentes, como a delegacia.

Se não for possível se aproximar, a orientação é procurar a polícia e relatar a situação.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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