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Em apenas um dia, Ministério Público de Goiás recebe 40 denúncias contra João de Deus

Saiu no site JOVEM PAN

 

Veja publicação original:  Em apenas um dia, Ministério Público de Goiás recebe 40 denúncias contra João de Deus

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Assim que os primeiros relatos de vítimas apareceram nos programas Conversa com Bial e Fantástico, ambos da TV Globo, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) criou uma força-tarefa para investigar os casos de abuso sexual que teriam sido cometidos por João Teixeira de Faria, o médium conhecido como João de Deus. Em apenas um dia, essa equipe recebeu o contato de 40 mulheres.

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A partir de agora, a Promotoria e a Polícia Civil colherão os depoimentos oficiais dessas possíveis vítimas. As conversas iniciais indicam que o ponto central da investigação será o abuso sexual; a prática de outros crimes, porém, também está sendo avaliada.

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As duas instituições se preparam ainda para a possibilidade de pedir o fechamento preventivo da Casa Dom Inácio de Loyola, onde os atendimentos são realizados. “Temos ainda de avaliar os depoimentos que forem formalizados. Dependendo do que for constatado, essa hipótese não está descartada”, afirmou o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de Goiás, Luciano Meireles.

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As investigações serão feitas de forma simultânea pelo MP-GO e pela Polícia Civil, que também formou um grupo para a investigação e recebeu o contato de mais duas mulheres.

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Ao mesmo tempo, o Ministério Público de São Paulo recebeu ao menos 30 denúncias. Segundo a promotora Maria Gabriela Manssur, como as investigações só começaram agora, não é possível dizer se há duplicidade de relatos com as denúncias feitas ao MP de Goiás.

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Como denunciar

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Para tornar mais ágil o processo de denúncia, o MP-GO criou um e-mail específico para receber relatos de vítimas: denuncias@mpgo.mp.br. Queixas feitos em outros estados e até no exterior também serão registradas. Segundo Marcella Orçai, delegada de Goiás, isso poderá ser feito nas embaixadas.

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No caso de vítimas em outros estados, os depoimentos podem ser feitos diante da Polícia Civil ou Ministério Público das suas cidades. “No caso do MP, os relatos depois serão enviados para Goiás”, disse Meireles. Em Minas, ao menos duas pessoas já fizeram denúncia, segundo a Promotoria local.

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A defesa

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A assessoria de imprensa do médium negou os crimes, em nota distribuída à imprensa. “Há 44 anos, João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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