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MP de Goiás já atendeu 206 mulheres que seriam vítimas de João de Deus

Saiu no site EXAME

 

Veja publicação original:  MP de Goiás já atendeu 206 mulheres que seriam vítimas de João de Deus

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A maior parte delas entrou em contato por meio do email. O MP-MG informou que fez dois atendimentos nesta terça-feira

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Por Ana Paula Machado

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São Paulo – O Ministério Público de Goiás realizou até as 17h desta terça-feira (11) 206 atendimentos a mulheres que se apresentam como vítimas de João Teixeira de Faria, o médium João de Deus.

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Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Maro Grosso do Sul. O MP-MG informou que fez dois atendimentos nesta terça-feira.

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A maioria das vítimas (156 até o momento) procuraram o canal criado exclusivamente para essa finalidade, o e-mail denuncias@mpgo.mp.br.

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As vítimas também podem procurar o MP de Goiás pelos telefones (62) 3243 8051 e 8052 ou presencialmente.

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Segundo o MP-GO, todas as mulheres estão sendo orientadas a procurarem o Ministério Público de seu estado, que ficará responsável pela coleta de depoimentos. Em seguida, essas provas serão enviadas para força-tarefa do MP-GO, que conta com cinco promotores de Justiça e duas psicólogas.

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São Paulo

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Ao menos 30 denúncias foram levadas ao MP paulista, segundo a promotora Maria Gabriela Manssur. Como as investigações só começaram agora, não é possível dizer se há duplicidade de relatos com as denúncias feitas ao MP de Goiás.

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Ela considera que o número de casos de abusos pode chegar a 200 no País, segundo relatos em grupos de vítimas. No Estado, quatro promotores vão atender as autoras das queixas.

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Presidente do grupo Vítimas Unidas, criado por vítimas do ex-médico Roger Abdelmassih, Maria do Carmo dos Santos diz que as autoras de denúncias ainda estão sendo ameaçadas e que “muito mais vai aparecer.”

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Segundo ela, vítimas e apoiadores se organizam para garantir que João de Deus seja punido, diferentemente do que ocorreu em outras acusações esparsas.

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Em paralelo, ativistas lançaram a hashtag #OprahWeNeedYou (Oprah, precisamos de você) para cobrar um posicionamento da apresentadora Oprah Winfrey, que retratou o médium em programas da TV americana . “Cadê o movimento ‘Mexeu com uma, mexeu com todas’?”

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A Federação Espírita Brasileira divulgou nota, dizendo que “o serviço espiritual não deve ocorrer isoladamente, apenas com a presença do médium e da pessoa assistida”.

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Hoje os promotores estão se dedicando exclusivamente ao atendimento da população e interlocução com os coordenadores dos Centros de Apoio Operacional Criminal dos demais estados.

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Defesa

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O líder espiritual João de Deus passou a segunda-feira em São Paulo para se encontrar com seu advogado, Alberto Zacharias Toron.

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Segundo o defensor, um ofício foi encaminhado para o Ministério Público e outros seriam enviados para a Delegacia de Polícia e o Fórum de Abadiânia (GO), informando que João de Deus está à disposição para esclarecimentos.

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“Ele volta para Abadiânia para exercer o trabalho dele, ajudando as pessoas como vem fazendo nos últimos 40 anos”, afirmou o criminalista.

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Conforme o site de O Globo noticiou nesta segunda à noite, no documento protocolado na Justiça de Abadiânia, a defesa diz ter recebido “com indignação” as acusações.

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Assinado por Toron, o ofício registra que João de Deus “rechaça” o que classifica de “qualquer prática imprópria dos seus procedimentos”, como havia dito em respostas enviadas à TV Globo. A reportagem do Estadão tentou e não conseguiu contato com a assessoria de imprensa do médium.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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