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É pela vida das mulheres

Saiu no canal TRIP TRANSFORMADORES

 

Veja publicação original:  É pela vida das mulheres

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Gabriela Manssur tem ganhado atenção, espaço e destaque na mídia por sua atuação como promotora de justiça no Ministério Público do Estado e São Paulo. Só na véspera da entrevista, ela esteve em dois telejornais ao vivo, na Globo News e na TV Cultura, falando sobre o aniversário de 12 anos da Lei Maria da Penha. Gabi, como permite e gosta de ser chamada, é uma das homenageadas do Trip Transformadores deste ano. Formada em direito pela PUC-SP e membro de uma família de advogados, ela tem dedicado boa parte da sua vida – cerca de 16 horas diárias – à defesa da mulher vítima de agressão.

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Em 15 anos de carreira, Gabriela Manssur criou projetos que possibilitaram maior efetividade e alcance da Lei Maria da Penha, como o Tem Saída, para reinserir a mulher vítima de agressão no mercado de trabalho dando autonomia financeira, e o Tempo de Despertar, cujo pioneirismo está no alvo da ação: o homem agressor que está sendo processado. Com didatismo e precisão, ela explica o que faz um promotor, “ele é um fiscal da lei, um garantidor dos direitos sociais”, e como é lidar com histórias tão cruéis e pesadas de mulheres vítimas de agressão, uma realidade tão distante da dela… “Não é uma realidade distante da minha. Não é!”, interrompe séria.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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