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Dona de casa pede salário ao marido por cuidar da casa e do filho

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA

 

Veja publicação original:  Dona de casa pede salário ao marido por cuidar da casa e do filho

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Você concorda com a proposta dela?

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Uma dona de casa, cuja identidade não foi relevada, está sendo criticada na web por ter pedido ao marido, com quem é casada há quatro anos, para pagá-la um salário por cuidar de seu filho, de um ano de idade, e da casa. O caso aconteceu nos Estados Unidos e viralizou.

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A mulher usou a sua conta na rede social Reddit para pedir conselhos sobre finanças e acabou revelando que gostaria de um salário de US$ 3 500 (cerca de R$ 14 140) para cuidar da criança e da casa.

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Os usuários da rede social, rapidamente, criticaram a ideia. Muitos opinaram, inclusive, que a mãe estaria se aproveitando do marido.

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“Essa senhora é delirante. Aposto que ela nunca trocaria de lugar com o marido para trabalhar, enquanto ele cuida das crianças”, comentou um. “Ela é uma mãe agora e ainda quer viver como ela vivia antes… não é possível”, respondeu outro.

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Dependência financeira

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No Reddit, a mulher ainda contou que ela e o marido entraram em um acordo de que ela seria dona de casa e cuidaria de seu filho, mas que se sentia sem poder financeiro. “Meu marido ganha um bom dinheiro e é muito ‘pão duro’ em relação a gastos não-necessários, porque ele quer ser financeiramente independente no futuro”, explica.

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A dona de casa descreve a si mesma como uma “perdedora” quando o assunto é dinheiro, afirmando que gosta de comer fora e fazer compras “como uma pessoa normal”.

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Homem e mulher brigados de costas um para o outro

 (RgStudio/Getty Images)

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“Agora que eu fico em casa, nós temos ‘mini brigas’ toda vez que eu quero comprar algo acima de 150 dólares (cerca de 600 reais)”, contou na publicação. “Isso significa que se eu quero sair para comprar roupa, maquiagem, almoço, pequenos ‘mimos’, etc, e, se isso exceder 150 dólares, eu teria que ligar para ele e contar sobre o que eu estou comprando”, completa.

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Para ela, essa dependência é humilhante. Por isso ela usou o Reddit para perguntar a opinião dos usuários sobre pedir um salário para seu marido “para fazer coisas divertidas”.

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A ideia foi inspirada em sua irmã, que tem um acordo com seu marido: ela é paga por sua contribuição aos cuidados da casa. O salário a permite gastar cerca de US$ 900 (R$ 3 600) com ela mesma.

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Críticas

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A sugestão não agradou aos usuários da rede social, que fizeram várias críticas à atitude da dona de casa. “Parece que você está entediada em casa e quer gastar dinheiro em si mesma porque tem condições para isso”, escreveu um.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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