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Desafios da participação feminina na política é tema de debate

Saiu no site CÂMARA DOS DEPUTADOS

 

Veja publicação original:    Desafios da participação feminina na política é tema de debate

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As comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados discutem hoje as cotas para mulheres e o desafio da participação feminina na política

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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Hoje a Câmara tem 77 deputadas. É o maior número da história

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O debate foi proposto pelas deputadas do Psol Sâmia Bomfim (SP), Fernanda Melchionna (RS), Áurea Carolina (MG) e Talíria Petrone (RJ). Elas lembram que, desde 1995, há uma regulamentação no Brasil que prevê cotas de 30% nas listas de candidaturas proporcionais em todas as esferas de poder.

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Apesar de hoje a participação feminina na Câmara ter aumentado mais de 50% nas últimas eleições, os índices de participação política feminina no país são ainda muito baixos.

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Segundo as parlamentares do Psol, esse salto se explica por conta da obrigatoriedade do investimento do fundo eleitoral partidário nas candidaturas de mulheres, e não apenas a reserva de candidaturas femininas.

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Hoje as mulheres ocupam 15% das 513 cadeiras da Câmara. Com 77 deputadas exercendo o mandato, essa é a maior bancada feminina da história da Casa.

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As deputados, no entanto, alertam que ainda há muito para avançar e que o Brasil segue sendo um dos últimos colocados em participação política das mulheres e promoção de igualdade de gênero nos espaços de poder.

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Foram convidadas para discutir o assunto, entre outras:
– a ex-ministra do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), Luciana Lóssio;
– a promotora de Justiça de São Paulo Vera Lúcia Taberti; e
– a cientista política e professora da Universidade de Brasília, Flávia Biroli.

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Confira a lista completa de convidados

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A audiência será realizada no plenário 12 a partir das 10 horas.

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O evento será transmitido ao vivo pela internet. Os interessados poderão participar enviando perguntas e sugestões aos convidados. Clique aqui e participe.

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Da Redação – ND

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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