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Como saber quando uma mulher é vítima de violência?

Saiu no site SP BANCÁRIOS

 

Veja publicação original:  Como saber quando uma mulher é vítima de violência?

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Assista ao programa de webtv do Sindicato contou com as participações de Dulce Xavier, promotora Legal Popular e da advogada, Marina Ganzarolli, da Rede Feminista de Juristas – DeFEMde

 

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Por Elisângela Cordeiro

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Como identificar uma situação de violência contra a mulher, já que essa prática não se restringe apenas à agressão física. Como se caracterizam os assédios moral e sexual?

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“A violência contra a mulher é circundada por uma série de mitos. Entre eles que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, que é um problema doméstico, e que uma mulher que está em uma situação como essa, num lar com violência, ela se colocou nessa situação. Ela deixa esta situação acontecer. A culpa é dela ou ela gosta de apanhar. É isso vem de um lugar de incompreensão, de que essa mulher não quer se livrar do homem, do pai dos filhos dela, aquele cara que ela se apaixonou, pelo qual ela tem um grande carinho. Ela quer se livrar é da violência. Não se cale. Às vezes a mulher precisa de ajuda pra pedir ajuda.”  Marina Ganzarolli, da Rede Feminista de Juristas – DeFEMde

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Saber identificar essas situações é fundamental para prevenir a violência de gênero, num país como o Brasil que registra 13 mortes violentas de mulheres por dia e que 66% dos feminicídios acontecem na casa da vítima. Os dados são do Instituto Patrícia Galvão.

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Por isso, o Momento Bancário, dessa quarta, 17 de dezembro, abordou essas questões como uma das ações do Sindicato dentro da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

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“Nós como cidadãos temos condições de mudar a sociedade para que ela seja melhor para todo mundo. Nos ajude a pressionar o poder público para que isso aconteça.” Neiva Ribeiro, secretária-geral do Sindicato.

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O programa de webtv do Sindicato, que nessa edição foi conduzido pela secretária-geral do Sindicato Neiva Ribeiro, contou7 com as participações de Dulce Xavier integrante da Frente Regional do ABC de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Promotora Legal Popular e da advogada,  Marina Ganzarolli, co-fundadora da Rede Feminista de Juristas – DeFEMde.

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“O sindicato é um canal importante de denúncia de assédio moral e assédio sexual. É importante dizer que tem uma rede de enfrentamento à violência que acolhe. A maioria das pessoas conhece a delegacia. Mas a delegacia não oferece um apoio social. O B.O. é importante para instaurar um inquérito policial para investigação, mas é importante falar que há o apoio social e psicológico nos centros de referência.” Dulce Xavier, promotora Legal Popular

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O Momento Bancário tem transmissão pelo canal do YouTube da TV dos Bancários (TVB), site do Sindicato e Facebook.  É um espaço de entrevistas, que aborda assuntos de interesse dos bancários, dos trabalhadores em geral e de cidadania.

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Ajude a romper o silêncio. Denúncie e se informe!

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> Canal de denúncias do Sindicato
> Página da Rede Feminista de Juristas para assessoria jurídica
Defensoria Pública 
Serviços públicos que atendem mulheres vitimas de violência
Promotoras Legais Populares

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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