HOME

Home

Como o PayPal Brasil se tornou referência em igualdade de gênero

Saiu no site TERRA

 

Veja publicação original:   Como o PayPal Brasil se tornou referência em igualdade de gênero

.

Depois que a inclusão passou a fazer parte dos valores da companhia, houve crescimento de 20% no número de mulheres em cargos de liderança no PayPal

.

Por Karin Salomão

.

Mulheres ainda são minoria nos cargos de liderança de grandes empresas, ainda mais no setor de tecnologia. Para romper essa tendência, a plataforma de pagamentos PayPal criou diversas políticas de inclusão e diversidade. A divisão brasileira da alcançou resultados tão surpreendentes que virou referência global na companhia.

.

Atualmente, dos mais de 18 mil funcionários espalhados em 31 países, 44% são mulheres. A companhia aumentou, em 2017, em 20% o número de mulheres nos postos de liderança da companhia. No Brasil, os números são ainda maiores. Nos cargos de liderança, elas são 55% por aqui.

.

Em 2017, o PayPal teve receita de 13,06 bilhões de dólares, contra 10,84 bilhões de dólares no ano anterior. Foi usado por seus clientes como forma de pagamento para mais de 456 bilhões de dólares em produtos e serviços.

.

O cenário na companhia é exceção entre as grandes multinacionais. Apenas 25 das 500 maiores empresas do mundo, segundo a Forbes, são lideradas por mulheres.

.

De acordo com uma pesquisa da consultoria McKinsey, realizada com quase 280 empresas, as mulheres representam 48% dos funcionários nos primeiros níveis de uma empresa, mas apenas 25% da diretoria.

.

Para cada 100 homens promovidos para o cargo de gerente, apenas 79 recebem a promoção.

.

Ao levar em consideração outros grupos, a situação é ainda mais complicada: mulheres não brancas são apenas 4% nos cargos de diretoria.

.

Os números de diversidade do Paypal são resultado dos últimos anos de políticas de inclusão. “A diversidade é um fato, mas a inclusão é uma escolha”, diz Paula Paschoal, diretora geral da companhia no Brasil.

.

A diretora acredita que não há uma única fórmula mágica para aumentar a diversidade. “Acredito que esses resultados não se alcançam com ações pontuais, mas sim com transformar a inclusão em um dos principais pilares da empresa”, afirma.

.

A inclusão passou a fazer parte dos valores da companhia em 2015, ao lado de bem-estar, inovação e colaboração. Por conta disso, entre 2016 e 2017 houve crescimento de 20% no número de mulheres em cargos de liderança no PayPal em nível global.

.

Mas apenas acrescentar a inclusão aos valores não foi o suficiente. A empresa criou procedimentos para os processos seletivos: a seleção dos candidatos finalistas precisa apresentar diversidade, seja de gênero, racial, idade ou formação.

.

Cada diretor é incentivado a montar uma equipe diversa. “Não faz sentido ter um time de produtos, por exemplo, formado apenas por engenheiros homens, brancos e com 30 anos, mesmo que eles sejam formados nas melhores faculdades”, diz Paschoal.

.

Ela afirma que a diversidade não é importante apenas do ponto de vista social, mas sim para o andamento da companhia. “O mercado muda muito rápido e é mais fácil acompanhar as transformações quando a equipe é formada por pessoas diferentes”, diz.

.

Ao pensar em um novo produto, é importante levar em consideração as dificuldades de pessoas mais velhas ou de certas camadas sociais, por exemplo, para alcançar o maior público possível.

.

Ter um ambiente de trabalho mais adaptável, com horários flexíveis e política de home office, também ajudou o PayPal. “A empresa sempre trabalhou, aqui e lá fora, respeitando o timing de seus funcionários. A companhia sabe que flexibilidade é uma característica fundamental para a boa administração”, diz a diretora.

.

O exemplo da liderança é outro fator que impulsiona a diversidade, afirma. “Uma empresa não precisa ser liderada por uma mulher para pensar sobre esse assunto, mas ter mulheres na diretoria é importante para inspirar os funcionários”, diz Paschoal. Para ela, as funcionárias se sentem mais motivadas a buscar cargos mais altos quando há mulheres no topo.

.

A representatividade no tipo não é importante apenas para mulheres, mas também outros grupos. Em 2017, o conselho de diretores da empresa ganhou duas mulheres e, mais recentemente, um diretor afro-americano. Assim, 45% do conselho é composto por mulheres e grupos étnicos.

.

A executiva participa ainda de iniciativas com outras empresas para melhorar a diversidade, como a CEO Legacy, da Fundação Dom Cabral. “Ainda há um caminho longo pela frente, para igualar salários em todas as companhias, mas vamos continuar nos esforçando para isso”, afirma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

Categorias

HOME