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Ciência e esporte: quem são as mulheres cientistas competindo nas Olimpíadas de Paris 2024

Saiu no site MIDIA NINJA

 

Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, contamos com a presença de mulheres cientistas em diferentes modalidades.

A atleta Gabrielle Thomas, conhecida carinhosamente como Gabby, nasceu em Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996. A jovem velocista já conta com várias conquistas, tanto acadêmica quanto olímpica. Thomas é formada em neurobiologia e saúde global pela conceituada Universidade de Harvard e mestra em saúde pública na área de epidemiologia. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, conquistou as suas duas primeiras medalhas olímpicas, uma de bronze nos 200m feminino e outra de prata no revezamento 4x100m. Mais uma vez, Gabby Thomas participa das Olimpíadas de Paris 2024, em busca da conquista de mais medalhas olímpicas.

Anna Kiesenhofer

FOTO: FRED MERZ (LUNDI13)

A triatleta, duatleta e ciclista Anna Kiesenhofer, nasceu na Áustria, em 1991. Estudou matemática na Universidade Técnica de Viena e, em seguida, obteve o diploma da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Em 2016, completou seu doutorado na Catalunha. Atualmente, ela trabalha na Universidade de Lausanne, combinando o ensino com a pesquisa, na Suíça. A ciclista de alto desempenho conquistou sua primeira medalha olímpica de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. Kiesenhofer iniciou sua carreira como ciclista em 2014, conquistou a classificação para a Copa Nacional da Espanha em 2016 e se inscreveu no International Women’s Tour de l’Ardèche, na França. Depois, Anna assinou com a equipe da Lotto Soudal, mas devido uma série de problemas acabou ficando sem contrato e parou com o ciclismo por um ano. Em 2019, ela retornou ao esporte, vencendo o campeonato nacional austríaco de corrida de rua e contrarrelógio, título este que se repetiu mais duas vezes. Mesmo sem ir para Tóquio com contrato profissional, Anna conseguiu ser a primeira medalhista de ouro da Áustria desde os Jogos de Atenas de 2004.

Charlotte Hym

FOTO: PATRICK SMITH/GETTY IMAGES

A skatista Charlotte Hym, nasceu em 1992, mora em Paris, na França. É formada em Ciências do Esporte pela Universidade de Paris Descartes, concluiu o mestrado em Neurociências pela mesma Universidade em 2015. Hym continuou como pesquisadora de doutorado na neurociência, como foco em neurociência cognitiva em psicologia no laboratório de Marianne Barbu-Roth. Em sua pesquisa, Hym analisa o impacto das vozes maternas em bebês recém-nascidos. Em 2019, ela recebeu o título de PhD em Neurociência Cognitiva e Psicologia. Em 2021, competiu nos Jogos Olímpicos de Tóquio, terminando em 17º lugar. A skatista está presente mais uma vez nas Olimpíadas, tentando ganhar medalha olímpica em seu país de origem.

Louise Shanahan

FOTO: BRENDAN MORAN/SPORTSFILE

A atleta Louise Shanahan, nasceu em Cork, na Irlanda, em 1997. Tem o diploma de bacharel em física pela University College Cork em 2019 e está concluindo o doutorado em física no Trinity College, em Cambridge. Trabalha no grupo de Física Mesoscópica e Óptica Atômica no Laboratório Cavendish, com foco na análise de nano diamantes e seu uso na medição de propriedades celulares. No esporte, Shanahan se tornou campeã europeia juvenil nos 800 metros em 2013, campeã nacional Indoor and Outdoor 800m em 2020, campeã irlandesa dos 1500m em 2021 e competiu nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021. Seu pai também foi campeão nacional irlandês nos 1500 metros em 2021, tornando-os o primeiro pai e filha campeões nacionais da Irlanda.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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