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#chegadeabuso: Alice Wegmann, Leticia Colin, Alinne Moraes e outras famosas se manifestam contra João de Deus

Saiu no site REVISTA DONNA

 

Veja publicação original: #chegadeabuso: Alice Wegmann, Leticia Colin, Alinne Moraes e outras famosas se manifestam contra João de Deus

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Famosas usaram suas redes sociais nesta quinta-feira, 12, para se manifestar contra João Teixeira de Faria, 76 anos, o João de Deus, investigado após denúncias de assédio e abuso sexual. Elas publicaram uma nota de repúdio ao médium com as hashtags #chegadeabuso #ninguemsoltaamãodeninguem #mexeucomumamexeucomtodas e
#xotapower.

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A mensagem foi escrita pela escritora e roteirista Antonia Pellegrino e rapidamente viralizou, sendo repostada por atrizes como Alice Wegmann, Leticia Colin, Alinne Moraes, Mel Lisboa, Maria Casadevall, Zeze Polessa, Samara Felippo e Alessandra Negrini.

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Leia o texto na íntegra:

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“A maior quebra de silêncio da história. Até hoje, 330 mulheres se uniram para denunciar o mesmo homem. Por assédio, estupro, pedofilia, incesto praticados há décadas. Décadas em que cada uma delas silenciou, foi desacreditada ou ameaçada de morte. Estas 330 mulheres não são loucas, mentirosas, invejosas. Elas são vítimas. Vítimas de um homem poderoso que usa Deus como sobrenome. Elas são vítimas de séculos de silenciamento. Mas o tempo das mulheres chegou. Empoderadas por todas as denúncias que vieram antes, no Brasil e no mundo, elas decidiram se unir e falar. É hora de investigar e punir quem tiver que ser punido. É hora de justiça. Parabéns pela coragem de todas as mulheres envolvidas nesta histórica quebra de silêncio. Nós estamos com vocês.”

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Na semana passada, vieram a público denúncias de que o médium teria abusado sexualmente de frequentadoras do centro espírita a Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde realiza consultas e aconselhamentos espirituais, além das chamadas cirurgias espirituais há 42 anos. Ele nega as agressões.

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A atriz Monica Iozzi também se posicionou, com um texto autoral. “Não consigo sequer imaginar a dimensão da dor de vocês. Mas saibam, tenham a certeza de que a coragem de vocês fortalece a protege a todas nós”, escreveu ela.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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