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Brasil cai em ranking de igualdade entre homens e mulheres

Saiu no site REVISTA NOVA COSMOPOLITAN:

 

Veja publicação original:   Brasil cai em ranking de igualdade entre homens e mulheres

 

País ocupa atualmente a 90ª posição em ranking do Fórum Econômico Mundial, ano passado ficou em 79º lugar.

Por Malu Pinheiro

 

Brasil caiu para a 90ª posição em ranking do Fórum Econômico Mundial que analisa a igualdade entre homens e mulheres de 144 países. A primeira edição desta pesquisa aconteceu em 2006 e o país havia ficado em 67º . Dos 10 países que lideram o ranking, seis são Europeus (dos cinco primeiros, quatro são nórdicos).

 

Dados

O relatório Global Gender Report foi divulgado nesta quinta-feira (02/11) e, segundo ele, as mulheres brasileiras enfrentam baixa participação em ministérios e no Legislativo, o que empurra o índica do país para baixo – mas já apresenta modestas melhorias em termos de paridade econômica.

O estudo também apresenta um subíndice chamado empoderamento político, no qual o Brasil caiu da 86ª posição para a 110ª. Isso mostra que dos 513 deputados federais, apenas 51 são mulheres. No Senado, nós representamos 13 das 81 cadeiras.

Dados

Entre diversos números apresentador por esse estudo, um dos mais chocantes é o que afirma que as mulheres precisariam de 217 anos para alcançar a renda dos homens – esse é a maior diferença entre gêneros em quase uma década. Saadia Zahidi, chefe de educação, gênero e trabalho do Fórum desabafou: “Em 2017 nós não deveríamos estar vendo o progresso para a paridade de gêneros ter um retrocesso. A igualdade de gênero é um imperativo moral e econômico. Alguns países entenderam isso e agora estão colhendo os dividendos das medidas tomadas para tratar o tema”.

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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