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Band Não Se Cala: Band combate violência contra mulher em nova campanha

Saiu no site BAND

Grupo Bandeirantes lançou a ação “Band Não Se Cala” para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.

Dados apresentados na divulgação mostram a dimensão da urgência do tema no território nacional. A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.

Conheça a campanha Band Não Se Cala

A criação do projeto e a definição do slogan nasceram do retorno enviado pelo próprio público. A emissora recebeu milhares de mensagens de telespectadores manifestando apoio às reportagens e coberturas jornalísticas diárias sobre o tema.

As manifestações dos leitores e telespectadores impulsionaram o canal a transformar as cobranças em uma frente ampla de mobilização social. O objetivo principal consiste em romper com discursos históricos que desincentivavam a notificação dos crimes às autoridades.

A campanha orienta a população a manifestar repúdio direto a qualquer tipo de agressor e a prestar apoio às vítimas. As orientações reforçam a necessidade de notificar os órgãos competentes ao presenciar ou suspeitar de episódios de agressão.

O apelo estende a discussão para ambientes de convivência diária, como lares, locais de trabalho, escolas, rodas de amigos e redes sociais. A iniciativa defende que a mobilização coletiva e o fim do silêncio são passos indispensáveis para construir um ambiente de respeito e segurança.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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