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Assista ao trailer do documentário “O silêncio dos homens”, em primeira mão

Saiu no site PAPO DE HOMEM

 

Veja publicação original:  Assista ao trailer do documentário “O silêncio dos homens”, em primeira mão

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Meses de gravações. 40.000+ pessoas escutadas em nossa pesquisa. Um filme único sobre as dores, qualidades, omissões e processos de mudança dos homens — o projeto mais ousado de nossos 12 anos

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Por Guilherme Nascimento Valadares

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“Não tenho muita coisa pra falar.”

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Essa é uma das frases mais comuns que escuto nas rodas de homens que tenho conduzido por todo o país nos últimos anos.

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Uma das rodas realizadas por nós durante as gravações, com a ilustre presença de Túlio Custódio, Hélio Gomes, Pedro Figueiredo, Gustavo Tanaka, Rafael Rios, José Bueno e Paulo Miranda (eu ali no meio, de preto)

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Se o grupo permanece atento ao que vem a seguir, algo especial pode acontecer. Impulsionado pelo círculo de confiança à sua volta, a barragem se rompe. O silêncio é quebrado.

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É impossível prever o que surge. Relatos de violência na infância, compulsão por sexo, depressão, ansiedade, tentativas de encerrar a própria vida, insegurança profunda, vício em pornografia, álcool, drogas, comida, apostas, jogos eletrônicos, traumas emocionais, financeiros, divórcios, alienação parental, abusos sofridos e cometidos, nos mais diversos contextos.

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O mundo emocional de boa parte dos homens é um vulcão prestes a explodir.

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Por isso, há 12 anos fazemos o que fazemos. Nós escutamos. Acolhemos. E sugerimos caminhos práticos de ação e mudança.

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O trailer a seguir é nossa mais profunda investigação sobre as dores, sofrimentos, obstáculos, omissões, qualidades, riquezas e processos de mudança dos homens.

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Link YouTube | Fone de ouvido e tela cheia antes de dar o play, por favor 😉

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O documentário completo será lançado em breve, junto de um livro-ferramenta com os achados centrais de nossa pesquisa — além de um mapeamento das principais iniciativas que trabalham com a transformação das masculinidades e um guia de como criar um grupo de homens.

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Sonhamos ver um desses grupos atuando de forma independente em cada um dos 5.570 municípios do país.

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A base de dados da pesquisa será 100% pública, por meio de um convênio com o Consórcio de Informações Sociais (CIS) da USP. O projeto conta com valioso apoio institucional da ONU Mulheres, que vai nos ajudar a levar essa mensagem ainda mais longe, fortalecendo nossa aspiração de trabalhar cada vez mais  junto a escolas e instituições de ensino.

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Os danos do silêncio, quantificados: 7 em cada 10 homens lida com um distúrbio emocional hoje, em algum nível

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O número preciso na verdade é 75.9%. Resultado de nossa pesquisa online com 40.000+ pessoas (mais da metade homens), realizada com Zooma Inc., consultoria do especialista Gustavo Venturi e apoio institucional da ONU Mulheres — assim que o documentário for lançado, vamos disponibilizar o relatório completo e base de dados para baixarem, fiquem de olho em nossas redes.

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Os principais distúrbios, por frequência, são:

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  • ansiedade
  • depressão
  • insônia
  • vício em pornografia
  • e, em seguida, vícios em álcool, drogas, comida, apostas e jogos eletrônicos

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É provável que você sofra ou tenha sofrido com algum desses, sem falar com ninguém. O fechamento emocional atua como uma camisa de força para muitos homens, tornando ainda mais difícil tudo que enfrentam no dia a dia.

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Hoje, 83% das mortes por homicídios e acidentes no Brasil são de homens. Vivemos 7 anos a menos que as mulheres e nos suicidamos quase 4 vezes mais. 17% de nós lida com algum nível de dependência alcoólica. Quando sofremos um abuso sexual, demoramos em média 20 anos até contar isso pra alguém. Cerca de 30% enfrentam ejaculação precoce ou disfunção erétil. Homens são 95% da população prisional no Brasil, sendo que a maior parte dos encarcerados são jovens, periféricos e com ausência de figura paterna. Negros e LGBTs sentem muito mais boa parte disso.

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Os homens sofrem, mas sofrem calados e sozinhos.

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Mas será que existe um movimento de transformação dos homens acontecendo?

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Para respondermos essa pergunta, conversamos com as pessoas por trás de inúmeras iniciativas, que estão de norte a sul do país, como Projeto MemohHomem PaternoPrazerEleRoda5070AfropaiSERTALá da Favelinha e várias outras.

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Preferimos que vocês tirem suas próprias conclusões à respeito dessa pergunta, após assistirem o documentário completo.

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Um imenso obrigado a todos e todas que colocaram esse projeto de pé conosco!

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Natura Homem e Reserva, agradecemos profundamente pela viabilização do projeto! Sem a crença legítima, recursos e imensa energia de vocês, esse filme não existiria. Nossas longas reuniões, ligações e encontros para construir um projeto único foram essenciais. Carol, Tom, Thiago, Felipe, Andrea, Biancas. Rony, Joana, Marcelo, Tato. Vocês são especiais.

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Juliana Fava liderou a etapa qualitativa do estudo, por meio da qual conversamos com dezenas de especialistas, com o olhar afiado de Caio César na filtragem desses diálogos. Zooma Inc. trouxe seus 16 anos de experiência para conduzirmos uma pesquisa quantitativa única, que alcançou incríveis 47.002 respostas. Rodrigo, Leandro, Helena, Kandi, Priscila e Roberta pavimentaram esse caminho e mergulharam nessa montanha de dados para extrair as histórias mais significativas. Monstro Filmes foi (está sendo) brilhante em toda a produção, captação, direção e montagem do documentário, capitaneada por Luiza, Ian, Ciça, Higa, Ed e mais um time de talentos. Estudio Nono, que fez a maravilhosa identidade visual, pelas mãos de Inara e Jorge.

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Cá no PdH, Ismael tem sido incansável na articulação do projeto. Felipe cuidando dos aspectos negociais e jurídicos, Luciano do editorial, Gabi do PR, Bia e Carol das finanças e administrativo. Contamos ainda com Gustavo Venturi e José Riscal como consultores de gênero.

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Um total de 32 pessoas envolvidas diretamente por quase um ano.

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Esse é um projeto feito para furar bolhas e dialogar com todos e todas. Não à toa, também surge do ventre de uma imensa rede de coletivos, com pessoas negras, brancas, hetero, não hetero, trans, progressistas, conservadoras, jovens, adultas, velhas, de norte a sul do país.

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Queremos contribuir para que o tema masculinidade seja pautado de modo construtivo. Não podemos falar apenas do que falta e falha nos homens, é essencial sonharmos masculinidades possíveis, saudáveis.

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Kadu dos Anjos, líder do centro cultural “Lá da Favelinha”, em BH (gravamos por lá também).

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Por isso miramos nossa luz em mapear soluções, não em buscar culpados.

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Esse trabalho marca ainda o nascimento do Instituto PdH — novo posicionamento de nosso braço de pesquisa, o antigo “PdH Insights”, com atuação desde 2016.

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Nosso foco já é e seguirá sendo a pesquisa e desenvolvimento em florescimento humano (mergulhe aqui caso queira entender melhor o termo). Ou seja, tomando nosso mundo interno como eixo, vamos mergulhar em diversos campos — sendo masculinidade apenas um desses territórios.

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Nosso trabalho mais recente pelo foi o projeto “Construindo pontes e derrubando muros: como conversar com quem pensa muito diferente de nós?“.

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Esse é um movimento de homens comuns, e de coragem

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Por tudo isso, esse documentário é um convite para abrir nossos corações e termos conversas sinceras com nossos amigos, amigas, esposas, esposos, familiares, filhos, parceiros de trabalho.

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É um chamado para assumirmos responsabilidade, como homens, pelo cultivo do futuro que queremos.

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Esse é um movimento de coragem, coragem pra assumir responsabilidade, para escutar as mulheres, pra sermos vulneráveis e nos ajudarmos a construirmos vidas melhores.

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Não é um movimento de homens virtuosos e bonzinhos, de caras desconstruídões sensíveis, muito menos de “novos homens”, é um movimento de homens comuns, como eu e você.

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Leo Piamonte (um dos entrevistados do documentário) e seus filhos; o hoje e o amanhã. Foto: Ian Leite

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Empolguei. Quero ajudar e ser anfitrião(ã) de uma exibição do documentário no dia do lançamento!

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Fantástico. Se cadastre aqui para ser anfitrião(ã) e entraremos em contato mais próximo do lançamento.

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Queremos ver sessões independentes acontecendo por todo o país, ao mesmo tempo, no dia do lançamento. Vai ser lindo demais da conta.

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Como nos provoca Bell Hooks nesse excelente livro, “o que foi e ainda é necessário é uma visão de masculinidade em que a autoestima e o autoamor da pessoa formem a base de sua identidade.”.

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Se deseja começar agora, mergulhe em nosso mapeamento com “129 projetos, iniciativas e pessoas que trabalham com a transformação dos homens, no Brasil e no mundo“. Ou caia de cabeça em nosso guia prático para iniciar um grupo de homens. E nos siga no instagram, todas nossas novidades serão divulgadas aqui e por lá.

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Mãos à obra?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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