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Aplicativo e site são novas alternativas para auxiliar no enfrentamento à violência doméstica durante pandemia

Saiu no site Secretaria de Comunicação 

Veja a noticia original: Aplicativo e site são novas alternativas para auxiliar no enfrentamento à violência doméstica durante pandemia

 

Com o período de isolamento social, necessário para impedir o aumento da disseminação do novo Coronavírus, causador da Covid-19, vítimas de violência e agressores estão convivendo maior tempo dentro do mesmo ambiente. Diante disso, com objetivo de facilitar a denúncia, os canais de atendimento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) foram ampliados para as plataformas digitais, aplicativo e site.

A medida emergencial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) possibilita que vítimas de violência ou pessoas que presenciem alguma agressão façam a denúncia de forma facilitada e discreta, sem a necessidade de ligação. Com as plataformas digitais, os serviços do Disque 100 e 180, continuam sendo utilizados, e são estendidos para o aplicativo Direitos Humanos Brasil e para um portal exclusivo https://ouvidoria.mdh.gov.br/.

Vítimas atendidas

Nos novos canais de comunicação, as denúncias de violações de direitos e de violência contra: mulheres, crianças, adolescentes, idosos, LGBTi, pessoas com deficiência e outros grupos sociais, poderão ser realizadas em qualquer horário do dia e de forma anônima, assim como nos meios já tradicionais.

De acordo com a gerente de Políticas e Proteção às Mulheres da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), Flavia Laís Munhoz, isso possibilita que as vítimas denunciem sem que o agressor perceba. “É mais uma forma de tentar combater o aumento da violência durante esse período, visto que a vítima fica sem liberdade para fazer a denúncia por telefone estando confinada com o agressor. Com o aplicativo e/ou o site, ela consegue registrar sua denúncia sem que o agressor perceba”, afirma.

Aplicativo e site

As novas plataformas digitais já estão disponíveis e funcionam de forma gratuita. O aplicativo Direitos Humanos Brasil está pronto para download em celulares com sistema operacional Android, através da loja Google Play, e em breve também estará disponível para o sistema IOS. Após realizar um breve cadastro no aplicativo, o denunciante deve selecionar qual tipo de violência praticada, optar por denúncia anônima ou não, e inserir dados relacionados à situação, como informações de onde o caso de violência ocorreu e características do suspeito e da vítima. Há também a opção de anexar arquivos, como fotos e vídeos.

A denúncia por meio do site https://ouvidoria.mdh.gov.br/ acontece da mesma forma do aplicativo, entretanto, o portal também possibilita o acesso aos indicadores da violência no país, com dados sobre o número de denúncias já realizadas. De acordo com a gerente de Políticas e Proteção às Mulheres, após a denúncia, os dados serão encaminhados para órgãos competentes. “O processo segue da mesma forma das denúncias realizadas via telefone, isto é, a denúncia é analisada e encaminhada para os órgãos de proteção, como o judiciário, Ministério Público, Segurança Pública e outros, de acordo com a competência de cada um”, explica Flávia.

Para a diretora dos Direitos Humanos da Seciju, Sabrina Ribeiro, a ampliação das formas de denúncia deve vir acompanhada da efetividade no processo. “As plataformas digitais são novos meios para o enfrentamento à violência, por isso esperamos que, além da facilidade na denúncia, elas também proporcionem um resultado positivo na eficácia do processo após a denúncia ser realizada”, ressalta.

 

*Com supervisão da jornalista Shara Rezende

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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