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A mulher que fez história em Wall Street

Notícias - 21 de setembro de 2020

Tempo de leitura: 3min

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NOVA YORK – “Se fosse Lehman Sisters em vez de Lehman Brothers, o mundo seria muito diferente hoje.” A frase é de Christine Lagarde, a francesa que foi diretora do FMI e hoje preside o Banco Central Europeu. Lagarde a escreveu num blog do FMI há dois anos, em um texto sobre os dez anos do estouro da bolha imobiliária.

A crise foi um dos “eventos definidores dos nossos tempos”, argumenta Christine, e serviu para identificar e corrigir diversas falhas do sistema financeiro internacional.

Mas uma área importante não mudou nos dez anos que separaram a crise de 2008 do texto de Christine. “Regulamentação e supervisão vão longe, mas não fazem tudo. Elas têm de ser complementadas por reformas internas nas instituições financeiras.”

Na opinião da francesa, um dos nomes mais influentes das finanças mundiais, é preciso ter mais mulheres em posições de comando: “Mais diversidade aguça o pensamento e leva a mais prudência, reduzindo o tipo de tomada de decisão inconsequente que provocou a crise.”

Um passo importante foi dado no começo deste mês, com a indicação da britânica Jane Fraser para a presidência do Citigroup. Com uma carreira de 16 anos no banco – atualmente ela é responsável pelo negócio de varejo do Citi -, Jane será a primeira mulher a comandar uma das dez maiores instituições financeiras dos Estados Unidos.

Jane rompeu o proverbial “teto de vidro”, que parecia particularmente inquebrável no setor financeiro. Uma demonstração clara foi dada numa sessão da Comissão de Serviços Financeiros Câmara americana, no ano passado.

O deputado democrata Al Green pediu aos sete presidentes de grandes bancos que prestavam depoimento que levantassem a mão caso acreditassem que seriam sucedidos por uma mulher ou por um não-branco. Nenhum deles – incluindo Michael Corbat, então CEO do Citigroup – se ergueu o braço.

Jane, 53, assumirá o cargo em fevereiro do ano que vem. Ela começou a carreira muito jovem, aos 20, na área de fusões e aquisições do Goldman Sachs em Londres. Depois de fazer um MBA, pensou em voltar ao banco. Mas desistiu.

“Eram tão poucas mulheres [no Goldman Sachs] e no setor financeiro. E as poucas que havia davam medo. Era uma época em as mulheres se vestiam praticamente como homens, usavam ombreiras. Elas não eram felizes”, disse Jane numa mesa redonda realizada há quatro anos.

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