HOME

Home

“Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira. Há um luto, ele atingiu todas as pessoas que me amam e estão ao meu lado”, complementa. A denúncia do MP-RO contra Jean aponta que ele tem conhecimento do próprio diagnóstico há cerca de 10 anos e optou por não aderir ao tratamento antirretroviral. A hipótese é que o homem não quis se tratar justamente para transmitir o vírus às pessoas com quem se relacionava. 🔎 O tratamento feito corretamente mantém a carga viral indetectável e impede a transmissão. Denúncias e condenação Em busca de assistência e justiça, Maria compareceu ao Navit no dia 28 de maio. O espaço, que funciona na sede do Ministério Público de Rondônia, é estruturado para oferecer um ambiente de acolhimento especializado, sigiloso e humanizado para vítimas de violência. “Estava doendo, mas eu iria fazer o que tivesse que fazer. Ele poderia enfrentar a impunidade de outras pessoas e de outras vítimas, mas da minha parte jamais ele terá impunidade”, afirma Maria sobre a decisão de buscar as autoridades. Os relatos da vítima foram fundamentais para a prisão de Jean no dia 10 de junho. Segundo o MP-RO, o pedido foi feito porque ficou evidente que, mesmo respondendo à primeira ação penal, o homem continuava se relacionando com outras mulheres e transmitindo o vírus.

Saiu no site R7

Pesquisadores da Unifesp usaram inteligência artificial para analisar internações de mulheres de 20 a 59 anos em hospitais públicos, entre 2008 e 2023

15 mulheres, em média, foram internadas diariamente vítimas de violência doméstica. Os dados são de um estudo da Universidade Federal de São Paulo. No começo, era ciúme. Depois, vieram as proibições: roupa, trabalho, amizades. Até que os ataques verbais deram lugar à violência física.
Pesquisadores da Unifesp usaram inteligência artificial para analisar internações de mulheres de 20 a 59 anos em hospitais públicos, entre 2008 e 2023. Mais de 90 mil mulheres (90.798) foram internadas após sofrer agressões. Em muitos casos, os atendimentos foram de alta complexidade e representaram risco de morte.
Entre as vítimas de 20 a 29 anos, 17% precisaram de cirurgias de emergência por traumatismos ou ferimentos causados por objetos cortantes. Em outros 5% dos casos, a violência envolveu armas de fogo ou envenenamento. Segundo a professora Bete Salvador, da Unifesp, o estudo identificou “lesões gravíssimas” e casos de agressões contra gestantes.
Mulheres em situação de violência podem denunciar pelos telefones 180, 190 ou em qualquer delegacia. Uma das vítimas faz um alerta: “Por mais que tenha muito medo de hoje ser o último dia, reaja, peça ajuda, porque sempre vai ter uma mão pra ajudar.”

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

“Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira. Há um luto, ele atingiu todas as pessoas que me amam e estão ao meu lado”, complementa. A denúncia do MP-RO contra Jean aponta que ele tem conhecimento do próprio diagnóstico há cerca de 10 anos e optou por não aderir ao tratamento antirretroviral. A hipótese é que o homem não quis se tratar justamente para transmitir o vírus às pessoas com quem se relacionava. 🔎 O tratamento feito corretamente mantém a carga viral indetectável e impede a transmissão. Denúncias e condenação Em busca de assistência e justiça, Maria compareceu ao Navit no dia 28 de maio. O espaço, que funciona na sede do Ministério Público de Rondônia, é estruturado para oferecer um ambiente de acolhimento especializado, sigiloso e humanizado para vítimas de violência. “Estava doendo, mas eu iria fazer o que tivesse que fazer. Ele poderia enfrentar a impunidade de outras pessoas e de outras vítimas, mas da minha parte jamais ele terá impunidade”, afirma Maria sobre a decisão de buscar as autoridades. Os relatos da vítima foram fundamentais para a prisão de Jean no dia 10 de junho. Segundo o MP-RO, o pedido foi feito porque ficou evidente que, mesmo respondendo à primeira ação penal, o homem continuava se relacionando com outras mulheres e transmitindo o vírus.

Categorias

HOME