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Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Saiu no site  CONSULTOR JURÍDICO

 

A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) promoverá no sábado (27/7) o 1º Congresso Jurídico de Mulheres Negras. O evento integra a programação do Julho das Pretas, uma iniciativa da Comissão Permanente de Igualdade Racial da entidade.

 

 

O congresso abordará temas importantes para a atuação das mulheres negras no cenário jurídico brasileiro. Entre os tópicos discutidos estarão o ativismo judicial na esfera penal, o planejamento tributário empresarial e os desafios de um novo Código Civil.

Evento será promovido na sede da seccional paulista da OAB

Por fim, durante o evento será entregue a Medalha Tereza de Benguela, que visa a reconhecer a contribuição das mulheres negras à advocacia e à luta pela justiça e igualdade.

O Julho das Pretas celebra duas ações históricas representativas para mulheres negras, ambas tendo como referência esta quinta-feira (25/7). O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha tem como objetivo valorizar as lutas e conquistas das mulheres negras na América Latina e no Caribe, promovendo reflexão sobre as desigualdades raciais e de gênero na região. No Brasil, também nesta quinta, é comemorado o Dia Nacional de Tereza de Benguela, conhecida como Rainha Tereza, que no século 18 foi uma líder quilombola à frente do Quilombo do Quariterê (atual estado do Mato Grosso).

Serviço
Julho das Pretas — 1º Congresso Jurídico de Mulheres Negras de São Paulo
Data: Sábado (27 /7)
Horário: 9h às 16h
Local: Sede da OAB-SP (Rua Maria Paula, 35, 2º Andar, Bela Vista, São Paul)
Clique aqui para se inscrever

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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