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Ainda em minoria, mulheres diplomatas lutam por espaço e cargos mais altos no Itamaraty

Saiu no Brasil de Fato

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Embora representem 23% da diplomacia brasileira, as mulheres ainda chefiam apenas 19 embaixadas do Brasil em todo o mundo, especialmente em postos de menor relevância. Um problema histórico do Itamaraty, que a Associação de Mulheres Diplomatas do Brasil (AMDB) luta para corrigir durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embaladas pelo discurso pela paridade de gênero em cargos de liderança.

Desde o início do novo governo, a intensa agenda de compromissos indica a guinada que o país tenta projetar ao exterior. No entanto, a volta ao tabuleiro global após quatro anos como “pária internacional”, segundo definição do próprio ex-chanceler de Bolsonaro Ernesto Araújo, também deveria ser acompanhada de mudanças internas mais profundas.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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