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Mulheres em cargos de liderança devem aumentar 50% em 2021

Saiu na FOLHA +

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Ao que alguns estudos indicam, o mercado de cargos de lideranças das empresas pode ser um pouco mais aberto às mulheres em 2021. Um estudo realizado pela ZRG Brasil, empresa global de Executive Search e consultoria em lideranças, mostra essa tendência.

O levantamento indica um aumento de 50% na participação de mulheres nos conselhos de administração. A pesquisa ouviu 30 presidentes de empresas de grande e médio porte de diversos segmentos, entre os meses de novembro e dezembro de 2020.

A constatação é de que existe uma forte intenção por parte dos executivos em ampliar o número de mulheres na composição dos conselhos dessas companhias. Se isso realmente acontecer, eles deverão passar pela temporada de renovação dos boards nos próximos meses de março e abril.

Outra preocupação evidenciada no levantamento é de aumentar outros índices de diversidade, como cor, etnia, orientação sexual, formação, idade, região, entre outros. Esse movimento pode ser considerado uma resposta às manifestações por diversidade tão evidenciadas nos últimos anos.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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