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Procuradoria da Mulher promove criação de espaços similares nos estados e municípios

Saiu no site CÂMARA DOS DEPUTADOS

 

Veja publicação original:   Procuradoria da Mulher promove criação de espaços similares nos estados e municípios

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A Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados está fazendo campanha nos estados para a criação de procuradorias similares nos legislativos estaduais e municipais. O objetivo é ajudar a combater a violência contra a mulher.

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Terceira procuradora adjunta, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) lembra que, em média, 12 mulheres morrem por dia, vítimas da violência específica contra elas. Carmen Zanotto afirma que o objetivo das procuradorias da mulher não é substituir o trabalho das delegacias especializadas:

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“Mas é mais um espaço em que a mulher que ainda não teve coragem de ir até a delegacia possa ir até a procuradoria da câmara de vereadores pedir uma orientação. Ou se a mulher já foi, já fez a denúncia e o seu processo não tramita, pedir como é que ela deve agir, já que aquela denúncia foi formalizada, de violência contra ela, e ela não tem informações a respeito de como está tramitando o seu processo.”

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Programas de governo
Criada na Câmara dos Deputados em 2009, a Procuradoria da Mulher tem como objetivo “zelar pela participação mais efetiva das deputadas nos órgãos e nas atividades da Câmara, e também fiscalizar e acompanhar programas do governo federal, receber denúncias de discriminação e violência contra a mulher e cooperar com organismos nacionais e internacionais na promoção dos direitos da mulher”.

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Na avaliação da sub-procuradora geral da República Ela Wiecko, a ideia de criar procuradorias da mulher nos legislativos estaduais e municipais é boa, mas pode criar expectativas sem ter condições de satisfazê-las:

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“Na maioria das vezes, são denúncias muito concretas de violências praticadas por pessoas, por instituições, e aí, então, isso tem que ser encaminhado pro Ministério Público, pra polícia, pro Judiciário, pro próprio Executivo. E aí, isso, vamos dizer, é quase uma ouvidoria, isso demanda uma estrutura assim muito grande, né.”

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Termômetro
Ela Wiecko acredita que essas procuradorias podem servir de termômetro sobre a quantidade e qualidade das denúncias de violências e tomar iniciativas para dar visibilidade ao tema, como a realização de audiências públicas, criando condições de articulação de órgãos envolvidos no assunto.

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Segundo dados relativos a abril deste ano, procuradorias da mulher já funcionam em nove estados e no Distrito Federal, e em 37 câmaras de vereadores. A Procuradoria da Mulher na Câmara dos Deputados, pioneira no país, tem uma cartilha virtual com o passo a passo para instalar procuradorias semelhantes nos legislativos locais. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3215-8800.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Edição – Roberto Seabra

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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