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Ambiente doméstico concentra maior número de assassinatos de mulheres no mundo, diz ONU

Saiu no site ONU BRASIL

 

Veja publicação original:  Ambiente doméstico concentra maior número de assassinatos de mulheres no mundo, diz ONU

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Cerca de 87 mil mulheres no mundo foram vítimas de homicídio em 2017. Desse grupo, aproximadamente 50 mil — ou 58% — foram mortas por parceiros íntimos ou parentes.

Os números foram divulgados nesta semana pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Organismo vê estagnação de progressos para proteger as mulheres no ambiente doméstico.

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Procissão em Copenhague, na Dinamarca, alerta para violência contra a mulher. Foto: ONU Mulheres/Nicolai Zoffmann

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Cerca de 87 mil mulheres no mundo foram vítimas de homicídio em 2017. Desse grupo, aproximadamente 50 mil — ou 58% — foram mortas por parceiros íntimos ou parentes. Isso significa que, por hora, no ano passado, seis mulheres foram assassinadas por pessoas que elas conheciam. Os números foram divulgados nesta semana pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Organismo vê estagnação de progressos para proteger as mulheres no ambiente doméstico.

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“Embora a vasta maioria das vítimas de homicídio sejam homens, as mulheres continuam a pagar o preço mais alto como resultado da desigualdade e discriminação de gênero e estereótipos negativos. Elas também têm mais chances de serem assassinadas por parceiros íntimos e familiares”, ressaltou o chefe do organismo internacional, Yury Fedotov.

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A taxa de homicídios cometidos por companheiros ou parentes foi estimada globalmente em 1,3 para cada 100 mil mulheres. A África e as Américas são as regiões onde mulheres têm o maior risco de serem assassinadas por pessoas próximas — no continente africano, a taxa sobre para 3,1, enquanto no território americano, o índice aumenta para 1,6.

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A Oceania acompanha a média global, ao passo que a Ásia e a Europa registram os menores valores — 0,9 e 0,7, respectivamente.

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O UNODC divulgou as estatísticas em um relatório para marcar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, lembrado em 25 de novembro. Segundo a publicação, não foram feitos avanços concretos para proteger e salvar as vidas das mulheres de assassinatos relacionados a parceiros e familiares, mesmo com a criação de legislações e programas para eliminar a violência de gênero.

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“Respostas direcionadas da justiça criminal são necessárias para prevenir e erradicar os assinados associados a gênero”, acrescentou Fedotov.

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Na avaliação do UNODC, é necessário tornar mais eficazes as estratégias de prevenção da violência e as ações da Justiça, a fim de garantir a segurança e o empoderamento das vítimas, bem como a responsabilização dos agressores. O estudo também cobra uma maior coordenação entre o Judiciário, a polícia e os serviços sociais e de saúde.

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O relatório ressalta ainda a importância de envolver os homens na resposta à violência de gênero, incluindo por meio da educação. Acesse a pesquisa clicando aqui.

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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