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Americana cria ilha só para mulheres na Finlândia

Saiu no site FOLHA DE S.PAULO: 

 

Veja publicação original: Americana cria ilha só para mulheres na Finlândia

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Por Cláudia Wallin

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Empreendedora constrói resort para ser um refúgio livre de olhares masculinos

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HELSINQUE
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​Uma empreendedora americana comprou uma ilha no arquipélago de Helsinque, na Finlândia, e construiu um resort só para mulheres. Situada no Mar Báltico, a ilha SuperShe pretende ser um refúgio livre de olhares masculinos.

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“Sair de férias com homens pode ser exaustivo, como estar preocupada o tempo todo com a aparência e em retocar a maquiagem”, diz à RFI a fundadora do resort, a americana Kristina Roth.

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“Mulheres precisam passar mais tempo com outras mulheres. Queremos que a ilha SuperShe seja um espaço seguro e inspirador, onde possamos recarregar as energias sem as distrações normalmente impostas pela presença masculina”, ela acrescenta.

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A ideia de criar uma ilha só para mulheres surgiu depois de Kristina ter participado de uma série de retiros espirituais nos Estados Unidos. “Sempre que aparecia um homem bonito, as mulheres corriam para colocar batom”, contou Kristina ao jornal americano New York Post, antes da inauguração da SuperShe.

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“Na SuperShe, nossa mensagem é: mantenha o foco em você mesma”, diz hoje a empreendedora.

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Kristina Roth decidiu comprar a ilha depois de vender um bem-sucedido negócio de consultoria nos Estados Unidos. Foi um namorado finlandês que a convenceu, na época, a escolher uma ilha na Finlândia para montar o resort.

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Com uma área de cerca de 34 mil metros quadrados, a ilha oferece acomodação para grupos de dez pessoas, em instalações exclusivas equipadas com saunas finlandesas, tratamentos de spas e espaços para práticas direcionadas à saúde e ao bem-estar.

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“O tema das atividades na ilha é Corpo, Mente e Alma”, explica Kristina. Entre as atividades oferecidas estão aulas de yoga, meditação e caiaque, além de cursos de culinária saudável e exercícios em contato com a natureza.

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A reação das primeiras hóspedes, segundo ela, tem sido positiva. “Ainda estamos testando o conceito que criamos com a ilha SuperShe, mas o feedback de nossas clientes tem sido extremamente animador. Todas nós buscamos um refúgio, onde as mulheres possam ser elas mesmas. E, acredite ou não, quando você cria um ambiente onde as mulheres podem ser exatamente como elas são, elas falam sobre questões importantes e relevantes. Nem tudo gira em torno dos homens neste mundo”, ela observa.

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Kristina faz questão de dizer que não tem nada contra homens, e não descarta a possibilidade de abrir o resort no futuro para hóspedes do sexo masculino. Mas a prioridade da SuperShe são as clientes. “Penso que as mulheres se abrem mais e conseguem ser mais autênticas quando estão na companhia de outras mulheres”, diz a fundadora do resort. “Você falaria sobre questões como aborto ou câncer da mesma maneira, se estivesse na presença de homens?”, ela pergunta.

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Aos que a acusam de misandria (ódio ou desprezo contra o sexo masculino), Kristina Roth responde: “Ideias inovadoras e mudanças sempre são criticadas. Nesse sentido, adoro não ser a ‘queridinha’ de todos.”

 

 

 

 

 

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