HOME

Home

Site Compromisso e Atitude 03/11/15 – Projeto de enfrentamento à violência contra a mulher em Taboão da Serra encerra curso.

Objetivo foi conscientizar autores desse tipo de crime para evitar reincidência

Terminou na terça-feira (27/10) a segunda etapa do Projeto “Tempo de Despertar”, desenvolvido pela Promotoria de Justiça de Taboão da Serra com o objetivo de orientar, por meio de palestras e trabalho coordenado, autores de violência contra a mulher, cujos inquéritos policiais ou processos criminais pelo crime de violência doméstica estejam em andamento.

O Projeto é desenvolvido em parceria com o Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil, Secretarias do Município, Coordenadoria da Mulher de Taboão da Serra, ONG Coletivo Feminista e ONG Projeto Vida Corrida.

Dos 30 autores desse tipo de crime selecionados para fazer parte desta segunda etapa, 90% tiveram participação assídua nos nove encontros realizados e receberam orientação sobre os diversos aspectos que envolvem vida em família. Durante o período de participação no curso, não houve reincidência de agressão nas famílias ou descumprimento das medidas protetivas.

Pelos próximos seis meses, os participantes que concluíram o curso terão acompanhamento continuado da equipe técnica do Projeto com o objetivo de verificar eventual prática de violência contra a mulher. Paralelamente, as vítimas também serão acompanhadas para avaliação dos resultados obtidos após participação no Projeto.

De acordo com a Promotoria de Justiça de Taboão da Serra, os participantes desse ciclo de palestras, têm entre 18 e 63 anos, estão inseridos no mercado de trabalho, mesmo que informalmente e metade deles já vivenciaram ou presenciaram situações de violência doméstica durante a infância.

Para a Promotoria, o trabalho com os homens é essencial para a prevenção da violência contra a mulher, uma vez que 65% dos casos registrados na cidade são de reincidentes, e 80% dos autores fazem uso imoderado de álcool e/ou droga. A participação no curso agiliza o acesso aos programas de tratamento contra dependência de álcool e drogas já existentes nos serviços de saúde do município.

O projeto da Promotoria de Justiça de Taboão da Serra serviu de inspiração para o Programa “Tempo de Despertar” instituído recentemente pela Lei municipal nº 2.229/15, visando combater e prevenir a violência doméstica contra a mulher a partir da conscientização dos autores desse tipo de crime, com realização anual do Programa pela Prefeitura de Taboão da Serra em parceria com o Ministério Público.

Núcleo de Comunicação Social

fonte original: http://www.compromissoeatitude.org.br/projeto-de-enfrentamento-a-violencia-contra-a-mulher-em-taboao-da-serra-encerra-curso-mpsp-03112015/

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

“Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira. Há um luto, ele atingiu todas as pessoas que me amam e estão ao meu lado”, complementa. A denúncia do MP-RO contra Jean aponta que ele tem conhecimento do próprio diagnóstico há cerca de 10 anos e optou por não aderir ao tratamento antirretroviral. A hipótese é que o homem não quis se tratar justamente para transmitir o vírus às pessoas com quem se relacionava. 🔎 O tratamento feito corretamente mantém a carga viral indetectável e impede a transmissão. Denúncias e condenação Em busca de assistência e justiça, Maria compareceu ao Navit no dia 28 de maio. O espaço, que funciona na sede do Ministério Público de Rondônia, é estruturado para oferecer um ambiente de acolhimento especializado, sigiloso e humanizado para vítimas de violência. “Estava doendo, mas eu iria fazer o que tivesse que fazer. Ele poderia enfrentar a impunidade de outras pessoas e de outras vítimas, mas da minha parte jamais ele terá impunidade”, afirma Maria sobre a decisão de buscar as autoridades. Os relatos da vítima foram fundamentais para a prisão de Jean no dia 10 de junho. Segundo o MP-RO, o pedido foi feito porque ficou evidente que, mesmo respondendo à primeira ação penal, o homem continuava se relacionando com outras mulheres e transmitindo o vírus.

Categorias

Veja também

“Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira. Há um luto, ele atingiu todas as pessoas que me amam e estão ao meu lado”, complementa. A denúncia do MP-RO contra Jean aponta que ele tem conhecimento do próprio diagnóstico há cerca de 10 anos e optou por não aderir ao tratamento antirretroviral. A hipótese é que o homem não quis se tratar justamente para transmitir o vírus às pessoas com quem se relacionava. 🔎 O tratamento feito corretamente mantém a carga viral indetectável e impede a transmissão. Denúncias e condenação Em busca de assistência e justiça, Maria compareceu ao Navit no dia 28 de maio. O espaço, que funciona na sede do Ministério Público de Rondônia, é estruturado para oferecer um ambiente de acolhimento especializado, sigiloso e humanizado para vítimas de violência. “Estava doendo, mas eu iria fazer o que tivesse que fazer. Ele poderia enfrentar a impunidade de outras pessoas e de outras vítimas, mas da minha parte jamais ele terá impunidade”, afirma Maria sobre a decisão de buscar as autoridades. Os relatos da vítima foram fundamentais para a prisão de Jean no dia 10 de junho. Segundo o MP-RO, o pedido foi feito porque ficou evidente que, mesmo respondendo à primeira ação penal, o homem continuava se relacionando com outras mulheres e transmitindo o vírus.

HOME