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Feminista, fashionista consciente e mais: seis motivos por que amamos Emma Watson

Saiu no site Donna:

*Por Carolina Goyer, especial

Ela nos foi apresentada aos 11 anos como Hermione Granger, a melhor amiga de Harry Potter. Mas muito além das magias com que conquistou o público durante sua infância e adolescência, Emma Watson se tornou ativista de uma geração. Da saga cinematográfica, que chegou ao fim em 2011, até ser anunciada embaixadora do programa He for She, da ONU Mulheres, a atriz de 27 anos passou a ser reconhecida pelo discurso e pelas ações pela igualdade de gênero.

Com 16 anos de carreira, Emma volta às telas de cinema na semana que vem no suspense O Círculo, e a gente aproveita a deixa para listar seis motivos por que ela se tornou uma personalidade tão relevante e transformadora.

Foto: Loic Venance, AFP

1 – Ela é nossa eterna bruxinha

Emma era ainda criança quando apareceu nas telas ao redor do mundo em 2001. O primeiro dia de aula de Hermione, Harry e Ron foi a concretização da turma que já habitava o imaginário de milhares de leitores apaixonados pelos livros de J.K. Rowling. Assim, Emma e seus colegas de cena entraram para a memória afetiva da geração pottermaníaca – mas não só deles. Quem acompanhava os filhos, sobrinhos, irmãos e afilhados ao cinema também se rendeu à atriz, que provou seu talento para além do fim da saga de magia, em filmes como As Vantagens de Ser Invisível (2012) e Bling Ring: A Gangue de Hollywood (2013), no independente Amor e Revolução (2015) e grandes produções como Noé (2014) e A Bela e a Fera (2017).

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2 – É feminista não só no discurso

O ano de 2014 foi um dos mais importantes na caminhada feminista da atriz. Em setembro, ela relatou ao jornal britânico The Telegraph que, aos oito, já questionava ser chamada de “mandona” apenas por querer dirigir os meninos nas peças de colégio. E, aos 14, sentia-se incomodada por ser sexualizada em reportagens.

Desde então, Emma propaga seu discurso empoderado a cada oportunidade, a mais recente foi no MTV Awards deste ano. Vencedora por sua atuação em A Bela e a Fera, na primeira categoria sem gênero da história do cinema, ela dedicou a vitória à personagem: “Acho que ganhei este prêmio por quem a Bela é e pelo que representa. As pessoas do vilarejo do conto queriam fazê-la acreditar que o mundo era menor do que aquilo que ela via – com menos oportunidades para ela”.

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Emma já teve que se defender de críticas por estampar um ensaio da revista americana Vanity Fair sem sutiã. Ao ser chamada de hipócrita por uma jornalista londrina, a atriz respondeu: “Não entendo o que meus peitos têm a ver com feminismo. Feminismo é sobre dar escolha às mulheres, não é um bastão com o qual se bate nas outras, é sobre liberdade, libertação e igualdade”.

3 – É embaixadora da ONU

Em setembro de 2014, Emma foi convidada a ocupar o posto de Embaixadora da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas e se destacou pela defesa dos direitos das mulheres. A atriz é a principal porta-voz do programa #HeForShe, que tem como objetivo convidar homens a participar da luta por direitos iguais.

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O discurso inaugural de Emma foi aplaudido em pé pelos convidados. Naquele mesmo dia, um site lançou uma contagem regressiva prometendo fotos nuas da atriz. Tratava-se, na verdade, de uma ação de marketing digital: o link trazia um texto elogioso intitulado “O dia em que Emma Watson mudou para sempre a igualdade de gênero”.

4 – Incentiva a leitura

Usuária assídua do Twitter e leitora voraz de histórias com mulheres empoderadas, Emma Watson compartilhou com seus seguidores a ideia de criar um clube feminista de leitura. Batizado de Our Shared Shelf (Nossa prateleira compartilhada, em tradução livre), o grupo foi fundado um dia depois de o projeto ser sugerido. A iniciativa, que contava com 50 mil inscritos no dia de lançamento, agrega hoje mais de 190 mil pessoas interessadas em compartilhar conteúdos relacionados à igualdade de gênero.

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A paixão pela leitura e a vontade de disseminar o conhecimento a que teve acesso depois de incorporar a ONU, foram motivos para que a atriz fechasse parceria com o projeto Books on the Underground, que espalha livros pelas estações e metrôs de cidades como Nova York e Londres.

5 – É uma fashionista consciente

“Tenho apenas oito pares de sapatos”, essa foi a resposta de Emma ao ser questionada sobre consumismo pela revista Teen Vogue. Embora a atriz surja sempre elegante e sem repetir looks nos tapetes vermelhos, ela considera o consumo atual “quase uma forma de cleptomania”. Tais afirmações foram feitas na época das gravações do filme Bling Ring, lançado em 2013 e dirigido por Sofia Coppola.

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Ainda sobre seu lado fashion, a atriz decidiu criar um perfil no Instagram, o The Press Tour, para compartilhar suas escolhas de roupas ecofriendly, assim como deixar seus fãs atualizados sobre a presença em eventos. Junto com sua estilista, Rebecca Corbin-Murray, Emma declarou a preferência por peças que respeitam o meio-ambiente.

6 – Bela empoderada

Assim como Hermione, a personagem de Bella reflete muitas das convicções feministas da atriz. Ao ser escolhida para interpretar a clássica princesa da Disney, Emma fez questão de, ao lado do diretor Bill Condon, tornar a personagem mais real e libertá-la de alguns padrões femininos.

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Nas gravações, a atriz se negou a vestir espartilho, por exemplo. Nos pés, as sapatilhas foram a opção mais confortável para andar à cavalo e trabalhar. Questionada por fãs sobre ter aceitado interpretar uma personagem que vive um relacionamento abusivo, Emma saiu em defesa e afirmou que “Bella devolve tudo o que recebe. Se ele bate a porta, ela vai bater de volta”.

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Foto: Jean-Baptiste Lacroix, AFP

 

Publicação Original: Feminista, fashionista consciente e mais: seis motivos por que amamos Emma Watson

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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