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9 autossabotagens que impedem muitas mulheres de subir na carreira

Saiu no site UNIVERSA

 

Veja publicação original:   9 autossabotagens que impedem muitas mulheres de subir na carreira

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Por Heloísa Noronha

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A disparidade salarial entre os gêneros é uma realidade cruel, assim como as diferenças entre as boas oportunidades oferecidas para homens e mulheres. Assim, na ânsia de ocuparem espaços profissionais e se destacarem na carreira, muitas mulheres acabam cometendo atitudes equivocadas, mesmo que as intenções sejam as melhores, o que só piora a situação. Listamos alguns comportamentos sabotadores que podem estar prejudicando a sua trajetória:

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Parar com a mania de não se sentir boa o suficiente

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A chamada “síndrome da impostora” é uma armadilha e tanto para paralisar carreiras promissoras. Em geral, os fatores por trás desse mecanismo surgem na infância. Porém, como diz a coach norte-americana Andrea Owen, autora de “Como Parar de se Sentir uma M*rda” (Ed. Best Seller), atuar em áreas profissionais extremamente exigentes ou cercada de homens podem fazer aflorar dúvidas e inseguranças. Para lidar com elas, invista em exercícios de autoconhecimento, fazendo a si mesma perguntas como “Como posso reconhecer minhas conquistas?”, “Estou definindo expectativas muito altas para mim mesma?” e, principalmente, “Quais são os meus pontos fortes e meus diferenciais?”.

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Esperar que reconheçam seu valor

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Segundo Ellen Moraes Senra, psicóloga especialista em terapia cognitivo-comportamental, do Rio de Janeiro (RJ), é importante ter em mente que a noção de valor é variável. “Você pode acreditar que o que faz está sendo o suficiente para ser notada, mas isso não significa que o outro irá validar esse conceito”, explica. Portanto, é preciso aprender a reconhecer o próprio valor para que não haja a necessidade de reconhecimento por parte de terceiros. Na opinião de Paula Boarin, coach e trainer da empresa 4DH, de Curitiba (PR), a maioria das mulheres foi criada para ser a “princesinha” da casa. “Na infância, ao tirar uma nota boa, muitas corriam para mostrar para o pai ou a mãe para ganhar um reforço positivo. Esse estilo de criação faz o reconhecimento da mulher passar pelo outro”, explica. Já Silvia Donati, coach pessoal e profissional de São Paulo (SP), sugere o autoquestionamento: que espécie de reconhecimento eu espero? “Se a resposta for agradecimento em público ou algo parecido, na verdade, você precisa que reconheçam o seu valor porque você sozinha não faz isso. Quem não reconhece seu próprio valor, se submete a esse tipo de situação”, diz.

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Deixar que o machismo do ambiente “engula” você

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Evite sucumbir a provocações como “você não tem cara de engenheira”, “só pode ser TPM” ou “você devia sorrir mais”. Prove, com seu trabalho, que competência independe de gênero. “Lembre-se: se você ocupa um determinado lugar, provavelmente fez por merecer estar ali. Provocações de qualquer cunho podem existir, mas o importante é que você saiba que o lugar é seu e, não importa o que falem, continuará sendo seu”, fala Ellen.

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Achar que um fracasso a transforma numa fraude

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O perfeccionismo é a personificação mais cruel da autossabotagem. “Ele nos ilude a ponto de acreditarmos que somos perfeitas ou que nunca iremos errar. Daí, quando cometemos um equívoco, parece que é o fim da linha. Aceitar que somos seres humanos falíveis ajuda na desculpa dos próprios erros e ameniza a sensação de fracasso”, observa Silvia. E mais: em algumas circunstâncias, o sucesso só é possível porque os erros apontaram o que precisava ser corrigido ou modificado. Um erro, por pior que seja, não é capaz de definir uma carreira.

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Se comparar com as outras mulheres

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“Quando você se compara com alguém, já sai perdendo porque está deixando passar a oportunidade de dar a devida dimensão às próprias conquistas. Essa é uma autossabotagem típica feminina, pois desde crianças fomos estimuladas a competir e a comparar”, comenta Paula.

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Querer ser boazinha e assertiva na maior parte do tempo

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Ninguém consegue agir assim por muito tempo. Por mais que tente se controlar, algumas situações podem tirá-la do sério e fazer com que reaja antes de pensar. E não há nada de errado com isso desde que, na sequência, haja uma reflexão e, se necessário, a correção da atitude inicial não assertiva. Ser boazinha, segundo Paula, não ajuda o mundo a melhorar. Procure ser justa com você e com os demais. “Bancar o bonzinho geralmente é uma forma cara de ganhar afeto e atenção. Esteja atenta”, fala a coach.

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Ficar sobrecarregada achando que se vai se dar bem

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Não saber dizer “não” costuma acarretar grandes problemas. “Na vida profissional acaba sobrecarregando o desenvolvimento da carreira, pois literalmente pesa na caminhada do dia a dia. A carreira não deslancha”, explica Silvia. A falta de percepção de si mesma, o medo de ser excluída e a ilusão de que sendo perfeita atingirá o reconhecimento ou uma promoção são os fatores principais que levam ao acúmulo de tarefas, atitude que fatalmente levará à fadiga e ao estresse. “Assumir mais responsabilidades do que consegue dar conta pode ter o efeito oposto, fazendo com que não só você cometa erros, como também apague seus acertos. Se o importante é se dar bem, procure abraçar somente o que consegue, mas apresente excelência no que faz”, alerta Ellen.

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Falar o que quer cheia de rodeios

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De acordo com Jessica Bennet, autora de “Clube da Luta Feminista – Um Manual de Sobrevivência (Para um Ambiente de Trabalho Machista)” (Ed. Fábrica 231), não são poucas as mulheres, independentemente da profissão, que adotam “palavras-rodeio” como forma de aplacar o receio de errar ou até mesmo de se comunicar. Exemplos: “Não sei isso está certo, mas…”, “Na realidade, isso não é bem assim…” ou “Faz sentido isso?”. São muletas que muitas mulheres usam para soar mais suaves, menos agressivas e menos exigentes. Ou seja, um jeito de pedir licença para falar e pedir algo que nem sempre surte o efeito desejado. Descarte-o e seja autêntica.

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Baixar a própria bola para não parecer arrogante

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Essa conduta é uma herança cultural de crenças antiquadas que valorizam características aventureiras nos homens, e a modéstia como algo inerente às mulheres. É hora de parar de se nivelar por baixo na tentativa de parecer menos arrogante. “Se você é boa, é boa e ponto final. Sim, a nossa sociedade não está acostumada com pessoas, em especial mulheres, de autoestima elevada, o que faz com que o reconhecimento próprio seja interpretado como arrogância e não como simples expressão da realidade. Já passamos do momento de transformar esse cenário”, pondera Ellen.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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