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Sextorsão: seis fatos que você precisa saber sobre o golpe de sexo

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Veja publicação no site original:  Sextorsão: seis fatos que você precisa saber sobre o golpe de sexo

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Golpe que diz filmar usuário que acessa site pornô é altamente lucrativo

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Por Ana Letícia Loubak

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Os golpes de sextorsão, nos quais criminosos pedem um resgate para não divulgar supostas imagens da pessoa assistindo a filme pornô na Internet, fazem cada vez mais vítimas conforme o passar dos anos. A fraude é altamente lucrativa, e algumas campanhas chegam a faturar milhares de dólares. Essa é uma prática recente na Internet. Enquanto o spam tem mais de 40 anos, os relatos de golpes de sextorsão começaram a aparecer nos últimos anos.

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De acordo com o FBI, só em 2018 nos Estados Unidos, houve um salto de 242% na fraude em relação a 2017. Por isso, saber identificar as principais características desse tipo de armadilha é fundamental para se proteger. A seguir, o TechTudo preparou uma lista com seis fatos sobre os golpes de sextorsão.

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Sextorsão: seis fatos que você precisa saber sobre o golpe de sexo — Foto: Pond5

Sextorsão: seis fatos que você precisa saber sobre o golpe de sexo — Foto: Pond5

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1. É blefe

Por mais realistas que possam parecer, os golpes de sextorsão não passam de blefes. Na dúvida, sempre desconfie de mensagens enviadas por destinatários desconhecidos. Ao receber um e-mail suspeito, faça uma busca para verificar se outras pessoas também já encontraram algo parecido. Muitas vezes, é possível constatar uma tentativa criminosa e, nesses casos, a melhor solução é ignorar e apagar o e-mail.

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2. Apresenta versões sofisticadas

Grande parte dos golpes de sextorsão são veiculados a partir de mensagens de e-mail tradicionais, mas os cibercriminosos têm elaborado armadilhas cada vez mais sofisticadas. Uma das versões da fraude, por exemplo, utiliza arquivos protegidos por senha para enganar as vítimas. Essa tática induz o usuário a acreditar na ameaça, uma vez que, apesar de criptografado, o documento anexo ao e-mail permite a visualização de um conteúdo falso, formado pelo histórico de navegadores e por vídeos. A credencial do arquivo só seria liberada mediante um pagamento em bitcoins.

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Golpes de sextorsão: criminosos adotam estratégias sofisticadas para atrair vítimas — Foto: Luciana Maline/TechTudo

Golpes de sextorsão: criminosos adotam estratégias sofisticadas para atrair vítimas — Foto: Luciana Maline/TechTudo

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Outra modalidade de golpe envolve trojans capazes de roubar informações do computador da vítima e ransomwares que criptografam arquivos. Em vez de exigir um pagamento para não divulgar o suposto conteúdo íntimo, o golpista pede ao usuário que baixe um arquivo em formato ZIP. Sem saber, a pessoa acaba instalando os softwares maliciosos e perde os dados da máquina. Há, ainda, uma versão da fraude que ataca plataformas de gestão e edição de blogs, como WordPress Blogger, para atrair vítimas.

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3. É altamente lucrativo

Os golpes de sextorsão não param de crescer. Só em 2018 houve mais de 51 mil denúncias desse tipo de fraude nos Estados Unidos. O número, divulgado pela divisão de crimes de Internet do FBI, representa um salto de 242% em relação a 2017. Estima-se que as vítimas tenham perdido US$ 83 milhões (cerca de R$ 332,9 milhões, em conversão direta), dinheiro que foi direto para as carteiras de bitcoin dos criminosos.

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4. As chances de ser vítima outra vez aumentam se você responder o e-mail

Em vez de alvejar novas vítimas, a maior parte dos criminosos utiliza a tática “spray and pray” (pulverizar e orar, em tradução livre), que consiste em disparar, através de botnets, mensagens para uma extensa lista de e-mails retirada de golpes anteriores. Assim, os hackers garantem que o percentual de retorno, ainda que pequeno, será lucrativo, uma vez que as pessoas selecionadas são propensas a responder. Por isso, a melhor forma de reagir a um golpe de sextorsão é ignorá-lo e apagar o e-mail. Ao não responder a mensagem, o usuário ajuda a enfraquecer a estratégia dos criminosos.

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5. Criminosos têm táticas para que a mensagem não vá para a caixa de spam

Hackers driblam os filtros de segurança dos serviços de e-mail para que a mensagem de sextorsão chegue à caixa de entrada do destinatário — Foto: Pond5

Hackers driblam os filtros de segurança dos serviços de e-mail para que a mensagem de sextorsão chegue à caixa de entrada do destinatário — Foto: Pond5

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Por padrão, os serviços de e-mail direcionam mensagens suspeitas para a caixa de spam. Cientes disso, os criminosos adotam táticas para driblar os filtros de segurança e fazer com que a ameaça chegue à caixa de entrada da vítima. As principais envolvem redigir o texto em um idioma diferente daquele falado no país do destinatário, como russo para usuários norte-americanos, e dividir o endereço da carteira de bitcoin em duas partes. Nesse caso, a mensagem instrui a vítima a usar uma ferramenta de tradução para, enfim, ter acesso ao texto de sextorsão que ameaça a divulgação de imagens íntimas.

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6. É diferente de pornô de vingança

Apesar de ambos envolverem a divulgação de conteúdos íntimos, sextorsão e revenge porn (ou pornografia de vingança) não são a mesma coisa. A primeira ocorre quando o criminoso possui imagens íntimas da vítima e ameaça divulgar o conteúdo para obter vantagens econômicas. Algumas vezes, os golpistas não têm qualquer material comprometedor em mãos, mas utilizam mecanismos bastante convincentes para que a pessoa realmente acredite na fraude.

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Já a pornografia de vingança acontece quando um conteúdo sexualmente explícito, como sextapes e nudes, é compartilhado na Internet sem o consentimento da pessoa retratada. Na maior parte dos casos, as mídias são divulgadas por um antigo parceiro da vítima como forma de se vingar pelo fim do relacionamento. No Brasil, a prática de revenge porn é crime com pena de um a cinco anos de prisão. A lei prevê um aumento de até dois terços da pena se o infrator for alguém próximo da vítima.

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