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São Paulo abrirá o Morumbi para receber mulheres vítimas de violência

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA:

 

Veja publicação original: São Paulo abrirá o Morumbi para receber mulheres vítimas de violência

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Por Pâmela Malva

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O clube receberá as mulheres vítimas de violência sexual no estádio

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O São Paulo lançou uma campanha para colaborar no combate à violência contra a mulher. O projeto social “SPFC se importa” é uma parceria com o Justiça de Saia, chefiado pela promotora Gabriela Mansur. A primeira ação começará a partir de maio, quando o São Paulo abrirá o estádio do Morumbi para receber mulheres vítimas de violência.

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A ideia de ceder o espaço do estádio tem o intuito de acolher as mulheres e oferecer a elas tanto auxílio jurídico quanto psicológico.

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Já na comemoração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, manifesto anunciava que o clube paulista estaria disponível para se comunicar com as torcedoras que se sentissem hostilizadas, por meio de um canal aberto.

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A abertura do Morumbi vai ao encontro do que o São Paulo prometeu no manifesto do Dia da Mulher: “Abriremos conversas com grupos de apoio voluntário a mulheres vítimas de violência, com a intenção não só de trazer a discussão para dentro do clube, mas também envolvê-lo no acompanhamento de casos relacionados”.

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A partir da primeira data (que ainda será divulgada), as mulheres vítimas de violência poderão encontrar acolhimento no Morumbi, para receberem a ajuda que precisam. Independentemente dos times para o qual torcem, as que estiverem interessadas poderão se inscrever (o Justiça de Saia deve em breve divulgar como) para as 50 vagas abertas.

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Além desses atos, o clube  paulista também fará parte do projeto “Tem saída”, também organizado por Gabriela Mansur, que faz parte do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica do Ministério Público do Estado e São Paulo.

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O “Tem Saída” tem o intuito de ajudar as mulheres vítimas de violência a se reinserirem no mercado de trabalho, já que grande parte daquelas que ainda não denunciaram a violência (ou convivem com ela) não levam o caso à polícia porque dependem financeiramente do marido.

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Esse projeto pretende estabelecer parcerias com empresas que se proponham a contratar essas mulheres, dando a elas uma oportunidade para saírem desse contexto de agressão.

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A ideia é que as empresas (que serão chamadas de “Empresa Amiga da Mulher”) atuarão a partir do momento que uma denuncia for feita. A vítima será encaminhada diretamente para as instituições pré-cadastradas, para terem a possibilidade de reinserção no mercado de trabalho.

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Além dos números já conhecidos, uma pesquisa feita pelo próprio São Paulo mostra que estava na hora de se importar com as torcedoras que frequentam os estádios.

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Os resultados da pesquisa mostram que 59% das torcedoras ouvidas disseram já terem sofrido algum tipo de assédio em dias de jogos e 74% não se sentem seguras para irem sozinhas ao estádio.

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Das principais reclamações vindas das torcedoras está o assédio no estádio. A maioria dos casos acontece na entrada, antes da fila da revista feminina, que fica depois da dos homens. “Já passaram a mão em todas as partes do meu corpo nessa situação”, reclamou uma são-paulina, enquanto outra disse que, conforme ela tentava abrir espaço até a fila, acompanhada de sua filha de 7 anos, os homens achavam que ela estava tentando “tirar vantagem”, furando a fila.

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Para esse problema, a sugestão das torcedoras é simples: criar filas separadas para homens e mulheres, a fim de evitar discussões e assédios.

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O São Paulo também se posiciona na internet, disponibilizando um e-mail para que as torcedoras mandem reclamações ou sugestões (saopaulinas@saopaulofc.net) e uma parceria com o FemiTaxi, para permitir o acesso seguro ao estádio.

 

CONFIRA TAMBÉM: SPFC pelas mulheres: clube abrirá o Morumbi para atender vítimas de violência

 

 

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