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Empoderamento econômico

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Por Rogéria Santos

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Falar de empoderamento econômico de mulheres é destacar um dos aspectos mais importantes da pauta de igualdade de  gênero. Desafio mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres Brasil  ressalta que os direitos econômicos e sociais das mulheres representam o conjunto de ações que menos avançaram nas últimas décadas em todo o planeta.

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Entre os mais diversos benefícios das ações que possam garantir que mulheres encontrem uma rede articulada de atendimento amplo está o enfrentamento a todas as formas de violência e o incentivo necessário para que elas possam romper o ciclo da violência e os danos que isso acarreta em suas vidas.

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É também constatação da ONU Mulheres Brasil, com base nos princípios de empoderamento das mulheres, que empresas, lideranças empresariais e empreendedoras são agentes decisivos para a igualdade de gênero, trabalho decente e desenvolvimento sustentável. A própria Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que a desigualdade de gênero no mercado de trabalho gera uma perda média de 15% nas economias dos países.

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Ampliar a participação da mulher no mercado de trabalho e maior projeção profissional da categoria são compromissos importantes para qualquer gestor. Na realidade da cidade do Salvador, essas ações são impreteríveis, tendo em vista que a mulher é referência em sua família. O cruzamento de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE mostra um aumento de 115% no número de grupos familiares chefiados por mulheres na capital baiana nos últimos anos.

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É dever do Estado a proteção integral para as mulheres através de políticas públicas eficientes e eficazes. Promover a independência financeira através da inserção de mulheres no mercado de trabalho é mola propulsora do projeto piloto promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), denominado Marias na Construção.

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A iniciativa oferece cursos gratuitos para mulheres de comunidades carentes de Salvador, sobretudo as beneficiárias do conjunto de políticas de inclusão social de renda, acesso à terra, água e luz, habitação e mercado de trabalho, por meio de cursos livres e gratuitos voltados para construção civil, com ações de aperfeiçoamento, qualificação e colocação profissional, voltados para área de construção civil.

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Há um longo caminho a ser percorrido, porém, temos a certeza de que as reflexões sobre o empoderamento econômico de mulheres não podem mais ser renegadas a um segundo plano. A igualdade de gênero, onde homens e mulheres possuem os mesmos direitos e deveres, deve ser encarada sempre como a base para a construção da sociedade que queremos: justa e livre de segregações e processos discriminatórios de qualquer natureza. Tenho certeza absoluta que o projeto abre mais uma frente de trabalho e perspectiva para as mulheres da primeira e melhor capital do Brasil.

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