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Vítimas de Roger Abdelmassih dão apoio às mulheres que acusam João de Deus

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA

 

Veja publicação original: Vítimas de Roger Abdelmassih dão apoio às mulheres que acusam João de Deus

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ONG Vítimas Unidas anunciou dar suporte psicológico e jurídico às mulheres do caso João de Deus

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ONG Vítimas Unidas, criada por pacientes abusadas pelo médico Roger Abdelmassih, declarou apoio para as mais de 50 mulheres que acusam o médium João de Deus.

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As informações foram divulgadas pela coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo e também pelas redes sociais da instituição.

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De acordo com Maria do Carmo Santos, presidente da organização, a ONG está dando suporte jurídico e psiquiátrico para essas mulheres. “Não tenho a menor dúvida de que esse será o maior caso de abuso feminino do país”, afirmou a presidente em entrevista à Folha. Segundo ela, vítimas e apoiadores se organizam para garantir que João de Deus seja punido.

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De acordo com a publicação na Folha, ela afirma que as primeiras mulheres procuraram a entidade há cerca de três meses, mas o número aumentou depois que o caso foi noticiado. “Existem denúncias formais contra ele desde a década de 1990”, diz.

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“São pessoas do mundo inteiro, que não se conhecem e contam a mesma história. É bem parecido com o que aconteceu no caso do Roger Abdelmassih”, completou.

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Também em sua página no Facebook, o grupo afirma estar recebendo diversas denúncias. Foi disponibilizado inclusive um e-mail (vitimas-unidas@hotmail.com) para quem quiser buscar apoio psicológico e jurídico.

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Em paralelo, ativistas lançaram a hashtag #OprahWeNeedYou (‘Oprah, precisamos de você’) para cobrar um posicionamento da apresentadora Oprah Winfrey, que retratou o médium em programas da TV americana .

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O caso Roger Abdelmassih

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O médico, especialista em reprodução humana, foi condenado a pena de 181 anos de prisão por ataques sexuais – estupros, atentados violentos ao pudor e atos libidinosos -, após ter sido acusado por 37 clientes, em atos entre 1995 e 2008.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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