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Violência Doméstica: TJRN é o que mais realizou audiências em relação ao número de processos em tramitação

Saiu no site BLOG DO FLAVIO MARINHO:

 

Veja publicação original:  Violência Doméstica: TJRN é o que mais realizou audiências em relação ao número de processos em tramitação

 

 

Em termos proporcionais, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte é o primeiro colocado entre os tribunais estaduais brasileiros na realização de audiências na área de violência doméstica, em processos em tramitação. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O TJRN obteve resultados expressivos durante o esforço realizado na VIII Semana Nacional Justiça pela Paz em Casa, promovida de 21 a 25 de agosto. Em relação a outro item, o TJ potiguar é o 4º melhor tribunal na produção de decisões em casos deste tipo, também em termos proporcionais.

Durante o período, o TJRN foi o Tribunal que realizou o maior número de audiências em relação ao total de processos em andamento, chegando a alcançar 20% deles. Ao todo foram 273 audiências de instrução, 344 audiências preliminares e 481 despachos realizados.

A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CE-Mulher) destaca o apoio da atual administração do Tribunal de Justiça para o êxito desta ação. O juiz coordenador do órgão, Deyvis Marques, ressalta esses resultados, os quais devem-se ao esforço da gestão, que tem dado todo o suporte a este trabalho.

“Além do reforço ao mutirão, houve e há diversos projetos a demonstrar este suporte como o Medida Protetiva Eletrônica, a instalação da 3ª Vara da Violência Doméstica de Natal (prevista para começar a funcionar em dezembro), o Laços de Família, de Justiça Restaurativa e a seleção de estagiários de pós-graduação para a formação de equipes multidisciplinares”, registra o magistrado.

Deyvis Marques acrescenta que o resultado alcançado e a boa colocação nacional é fruto do engajamento dos juízes designados para atuar nos “pautões”, dois em Natal e dois em Parnamirim, profissionais que aderiram ao mutirão de forma integral, como também da participação importante do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública do RN.

No tocante ao quesito sentenças, a produtividade do Tribunal potiguar aponta que ele foi a quarta Justiça Estadual que mais proferiu sentenças, realizou maior quantidade de júris ou concedeu maior quantidade de medidas protetivas ao todo, proporcionalmente ao número de processos em trâmite no tribunal. A quantidade de decisões proferidas ou júris realizados representou 10,8% do total de processos em trâmite.

Semana Nacional

A edição da Semana Justiça pela Paz em Casa foi realizada no estado pela CE-Mulher. Esta é uma iniciativa da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, e busca envolver a sociedade na discussão do combate à violência contra a mulher.

Ao longo das 8 Semanas da Justiça pela Paz em Casa realizadas desde 2015, em todo o país, foram 100.560 sentenças proferidas, 50.936 medidas protetivas concedidas e 860 júris realizados, além de 118.295 audiências.

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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