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Violência contra mulher é tema do Estúdio News desta quarta-feira

Saiu no site R7

 

Veja publicação original:  Violência contra mulher é tema do Estúdio News desta quarta-feira

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Taxa de feminicídio no Brasil é a quinta maior do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

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Os números de casos de violência contra a mulher no Brasil são alarmantes. Segundo o Instituto Maria da Penha, uma mulher é vítima de violência física ou verbal a cada dois segundos no país.

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Uma das maneiras de combater esse tipo de crime é romper o silêncio. Por isso, o Estúdio News convidou a promotora de Justiça, Valéria Scarance, e a presidente da ONG Artemis, Raquel Marques, para falar do assunto.

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Sancionada em 2006, a Lei Maria da Penha é considerada uma das três melhores do mundo para coibir a violência doméstica. A promotora de Justiça afirma, portanto, que o problema do Brasil não está nas leis. “O problema está no preconceito em relação às mulheres que sofrem violência, no silêncio e na dificuldade das autoridades de compreender a violência e determinar as medidas necessárias”.

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A violência doméstica é tipificada em cinco tipos diferentes, a física e sexual, que são mais fáceis de se comprovar, e a moral, psicológica e patrimonial, em que existe uma dificuldade maior de se provar o crime por serem de origem psicossociais. Além disso, recentemente foi tipificada na lei a violência virtual, quando uma pessoa divulga imagens íntimas ou até montagens falsas. A taxa de suicídio entre as mulheres que sofrem esse tipo de crime chega a 90%.

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A Artemis é uma organização comprometida com a promoção da autonomia feminina e prevenção e erradicação de todas as formas de violência contra as mulheres. Na opinião da presidente, Raquel Marques, é preciso um suporte maior da sociedade para a família como um todo. “É preciso garantir o suporte biopsicossocial para essa mulher e esse homem, para que ele possa repensar a masculinidade e a relação dele com as mulheres e para que elas tenham condições de sair dessa relação. É preciso que esse apoio que saia do âmbito da pena unicamente, e seja também um suporte social para ajudar na transformação cultural”.

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A atriz Cristiane Machado, que recentemente foi vítima de violência doméstica, participou da conversa por Skype e contou um pouco da sua história. As convidadas reforçaram a importância da denúncia, do acolhimento da vítima e da não revitimização da mulher que sofre violência doméstica por parte das autoridades, da mídia e da sociedade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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