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Temer sanciona quatro leis de proteção à mulher

Saiu no site REVISTA MARIE CLAIRE

 

Veja publicação original: Temer sanciona quatro leis de proteção à mulher

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Nos últimos dias de seu governo, o presidente Michel Temer sanciona quatro leis favoráveis à proteção das mulheres

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Antes de terminar 2018, as mulheres conseguiram por lei algumas medidas protetivas em relação à saúde, feminicídio, prisão e internet. Confira as mudanças:

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1. A mulher que se submeteu à mastectomia tem o direto à reconstrução das duas mamas mesmo que o tumor esteja localizado em apenas uma delas. Regra válida para mulheres que se tratam no SUS e também para quem tem plano de saúde. Também será coberto o procedimento da reconstrução das aréolas mamárias. Passa a vigorar em 180 dias.

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2. Quem produzir, fotografar, filmar ou registrar conteúdo de ato sexual, íntimo e privado, sem autorização dos participantes, está sujeito à detenção de seis meses a um ano de multa. Também é crime quem realizar montagem para incluir pessoas em cena de nudez ou ato sexual. A pena pode aumentar em 2/3 se o crime for cometido por alguém que tenha tido relação íntima ou de afeto com a vítima ou com fim de humilhação. Quem divulgar ou vender registros de cenas de estupros, a reclusão é de um a cinco anos.

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3. Prisão domiciliar para a presidiária gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência. A troca ocorrerá sem necessidade de decisão judicial, como é hoje. Mas sempre em duas condições: a presa não ter cometido crime com violência ou grave ameaça ou não ter cometido crime contra seu filho ou dependente. Já existe a prisão domiciliar a presas por tráfico de drogas que tiverem filhos até 12 anos ou estiverem grávidas e também mães condenadas em segunda instância, mas ainda sem condenação definitiva.

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4. Aumento da pena do feminicídio se o crime for praticado quando o autor estiver descumprindo medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Por exemplo, ordem para manter distância da vítima. A pena corrente é de 12 a 30 anos. Com a nova regra a pena aumentará um terço ou até a metade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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