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Sarah Hurwitz, a voz por trás dos discursos de Michelle Obama

Notícias, Notícias - 15 de abril de 2021

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Saiu na MARIE CLAIRE

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A ex-redatora sênior da Casa Branca conta por que decidiu trocar Barack Obama pela primeira-dama, fala sobre a experiência acompanhando Michelle mundo afora e a pausa que a fez reencontrar-se com o judaísmo e dar origem ao livro “Here All Along”

Uma das marcas da comunicação de Barack Obama foi a eloquência de seus discursos. Por trás da voz do homem mais poderoso do mundo, Sarah Hurwitz ­– junto com um time de escritores – trabalha linha a linha para passar a mensagem correta em cada um desses pronunciamentos. A redatora sênior de Obama, que começou nesta profissão na Casa Branca em 1998 escrevendo os discursos do vice-presidente americano Al Gore, passou pelos grandes personagens da política americana até encontrar “sua casa” na voz da primeira-dama, Michelle Obama. Depois de algumas experiências trabalhando “emprestada” para Michelle, decidiu que seu lugar era ali e não mais nos discursos do marido. “O presidente tem que lidar com cada questão que surge – a economia, a política externa etc. A primeira-dama, por outro lado, pode escolher as questões que deseja enfocar”, afirma.

Um recorte desse trabalho, acompanhando Michelle ao redor de todos os continentes, está no livro “Here All Along: Finding Meaning, Spirituality, and a Deeper Connection to Life — in Judaism (After Finally Choosing to Look There)”, no qual a redatora conta como foi sua reconexão com o judaísmo. Ir ao encontro dessa cultura, quais foram suas descobertas e as conexões que ela faz com o trabalho desenvolvido ao lado da primeira dama – desde acompanhá-la em escolas da periferia e igrejas evangélicas em todo o Estados Unidos até seus aprendizados com o jeitão dela ­– estão presentes no livro, ainda sem tradução para o português.

Nascida em uma família judia, no subúrbio de Boston, a escritora frequentou escolas judaicas na infância, mas após fazer seu Bat-Mitzvá, aos 13 anos, chegou à conclusão de que não enxergava o que o judaísmo poderia lhe oferecer. Mais de vinte anos depois, após uma decepção amorosa, a redatora resolveu se inscrever em um curso. “Poderia ter sido karatê, mas foi judaísmo”. Daí para frente, foi um longo caminho de reencontro não apenas de espiritualidade, mas de identidade, que está expresso no livro. Entre as muitas revelações que teve neste processo, Sarah conta que deixou de lado ideias simplistas de como via a mulher retratada na religião. “O judaísmo com o qual 90% dos americanos modernos se identificam é igualitário – as mulheres são iguais e podem fazer tudo o que os homens fazem. Mulheres servem como rabinas, presidentes de sinagogas e líderes de organizações judaicas. Há também extensa bolsa de estudos feministas judaicas. Como uma mulher moderna e progressista, me sinto muito em casa na comunidade judaica americana”, relata.

A complexidade da cultura judaica também foi um dos aspectos que mais lhe atraiu a fazer esse mergulho. “Eu amo a ênfase judaica no questionamento – a tradição judaica valoriza muito pensar por nós mesmos e aprender profundamente e abraçar a complexidade e as nuances. Ao mesmo tempo, existem valores morais judaicos fundamentais que são inabaláveis: honestidade, compaixão, generosidade, cuidado com aqueles que são vulneráveis etc”, relata.

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