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Réus são condenados a mais de 20 anos por tentativa de feminicídio contra grávida em Guararema

Saiu no site G1

Decisão saiu na noite desta quarta-feira (18), após dois dias de julgamento. Durante a acusação, o promotor de Justiça citou dados sobre feminicídio. Defesa de um dos réus pretende anular julgamento.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou três homens por tentativa de feminicídio e aborto contra uma mulher grávida, nesta quarta-feira (18), em Guararema. O crime aconteceu em fevereiro de 2024.

Luciano Rodrigo dos Santos, ex-companheiro da vítima e apontado como comandante, recebeu 27 anos e 1 mês de prisão; Rodrigo Costa Ramos, acusado de participação, foi condenado a 27 anos, 8 meses e 14 dias; Já Adriano Augusto de Lima, recebeu pena de 14 anos.

De acordo com o advogado de Santos, a defesa irá recorrer da decisão. Entretanto, a defesa de Ramos, informou que pretende anular o julgamento, por considerar que o júri teve acesso a uma prova que não constava no processo. Por fim, a defesa de Lima avaliou como um bom resultado a pena que recebeu.

O júri, que começou nesta terça-feira (17), na Secretaria Municipal de Emprego e Desenvolvimento Econômico (Semede), foi formado por sete jurados, sendo cinco homens e duas mulheres.

O julgamento foi retomado na manhã desta quarta com a fase de debates e a sentença saiu por volta das 19h.

Durante a acusação, o promotor de Justiça Leonardo Dantas Costa destacou a responsabilidade da decisão e citou dados sobre feminicídio. Ele relembrou os detalhes do crime e pediu que os jurados votassem com base nas provas, ressaltando o sigilo do voto.

Depoimento da vítima

 

A vítima, Maria Carolina de Andrade, falou sobre o caso nesta quarta-feira (18), durante o andamento do julgamento.

“Eu nasci de novo. Eu tive essa segunda chance que Deus me deu. Eu consegui sobreviver, graças a Deus”, afirmou.

Ela disse ainda que enfrenta dificuldades para reviver o caso, mas busca forças para acompanhar o julgamento. “Foi muito triste. Eu faço tratamento psiquiátrico, estou tomando medicação para aguentar tudo isso. Minha maior força é Deus”, declarou.

Maria Carolina também contestou a versão apresentada por um dos réus. “Para mim é mentira. Eu nunca falei dele. Era pai dos meus filhos, eu estava gestante dele. Ele mandou matar o próprio filho. É muito triste, revoltante. Eu espero que a justiça seja feita”, disse.

 

Relembre o caso

 

A vítima tinha 39 anos na época do crime e foi encontrada ferida no dia 11 de fevereiro de 2024, em Guararema, após ficar desaparecida desde o dia 9. Ela foi reconhecida por familiares e socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levada para um hospital em Mogi das Cruzes.

De acordo com as investigações, a mulher foi vista pela última vez ao solicitar um carro de aplicativo.

Dias depois, uma denúncia anônima levou à identificação de um suspeito, que foi localizado pela Polícia Militar. Ele confessou o crime e afirmou que o ex-companheiro da vítima teria oferecido R$ 5 mil para cometer o assassinato.

Segundo a polícia, a vítima estava grávida e perdeu o bebê após ser atacada com golpes de faca no pescoço.

Ainda conforme a investigação, o encontro no local do crime, um ponto de ônibus próximo a uma rodovia, teria sido marcado pelo ex-companheiro. A vítima também reconheceu o autor do ataque por foto.

A arma utilizada no crime foi encontrada e apreendida pela polícia.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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