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Proposta determina repasse de dinheiro para esporte feminino

Saiu no site CÂMARA DOS DEPUTADOS

 

Veja publicação original:  Proposta determina repasse de dinheiro para esporte feminino

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O Projeto de Lei 4089/19 exige que, do dinheiro das loterias federais destinado ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), 30% sejam aplicados no esporte feminino. O texto insere dispositivos na Lei 13.756/18.

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A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados. “Com esse acréscimo de recursos, o esporte feminino poderá, finalmente, encontrar apoio consistente do estado para seu desenvolvimento”, disse a autora, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO).

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Segundo a parlamentar, os repasses às duas entidades totalizaram em 2017 mais de R$ 350 milhões oriundos das loterias administradas pela Caixa Econômica Federal, conforme os dados mais recentes disponibilizados pelo banco.

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Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; do Esporte; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Reportagem – Ralph Machado
Edição – Marcia Becker

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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