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Projeto liderado por mulheres auxilia comunidades indígenas atingidas pelo fogo no Pantanal de MT

Notícias, Notícias - 26 de julho de 2021

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Saiu no G1

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O trabalho é realizado pela WWF Brasil em parceria com o Instituto Centro de Vida (ICV).

Um projeto liderado por mulheres, chamado ‘SOS Filhas do Pantanal e do Cerrado’, levou alimentos, água e equipamentos para populações indígenas, quilombolas e ribeirinhas em Mato Grosso. O trabalho é realizado pela WWF Brasil em parceria com o Instituto Centro de Vida (ICV).

“Somos fortes, como as raízes do Cerrado, e cheios de vigor, como as árvores e as águas pantaneiras”. Esse é o chamado de Estevão Bororo Taukane, da etnia Bororo, para que seu povo renove a esperança e reconstrua o que o fogo destruiu em setembro de 2020.

A aldeia Córrego Grande, onde ele vive, é a maior das quatro aldeias da Terra Indígena Tereza Cristina, a pouco mais de 300 quilômetros de Cuiabá e a 120 quilômetros de Rondonópolis, e foi a que mais sofreu com os incêndios que atingiram Mato Grosso no ano passado.

Lá, na área de transição entre os biomas Pantanal e Cerrado, vivem 112 famílias, cerca de 400 pessoas.

Estevão conta que na o fogo queimou a mata, as ervas medicinais, matou os animais, destruiu matérias primas que serviam de telhados para as casas, como as palhas de bacuri e levou muitos problemas de saúde com a fumaça.

Na ocasião, ele ligou para pedir ajuda ao WWF-Brasil, em nome da Associação Indígena Bororo Tugo Baigare. A partir dali um vínculo se formou, e a organização doou alimentos, mais de 80 ferramentas para a retomada dos roçados e lona para servir de telhado temporário às casas dos Bóe Bororo.

Os itens que chegaram aos Bororo fazem parte da ajuda humanitária de R$ 208 mil que o WWF-Brasil enviou ao Instituto Centro de Vida (ICV), entre dezembro de 2020 e março de 2021, para auxiliar comunidades atingidas pelo fogo.

Para que a iniciativa atingisse o seu objetivo e contemplasse as populações mais fragilizadas, o ICV se aliou ao SOS Filhas do Pantanal e do Cerrado, projeto que nasceu espontaneamente pela união de associações de mulheres quilombolas, indígenas e das comunidades tradicionais pantaneiras, com articulação do Centro Cultural Casa das Pretas, do Instituto de Mulheres Negras do Mato Grosso (Imune).

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