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Plataforma apresenta dados sobre participação das mulheres negras na política

Saiu no site EBC:

 

Veja publicação original:  Plataforma apresenta dados sobre participação das mulheres negras na política

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Iniciativa visa estimular que mais mulheres negras estejam nos espaços de decisão

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Pessoas negras não votam em candidatos e candidatas negras. Pessoas negras eleitas só legislam em pautas voltadas à população negra. Esses e outros mitos são confrontados e esclarecidos com dados e fatos na plataforma Mulheres Negras Decidem, lançada neste fim de semana, no Rio de Janeiro.

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A iniciativa visa dar visibilidade à participação negra na política e estimular que mais mulheres negras estejam nos espaços de decisão, como detalhou Gabriele Roza, da Rede Umunna, que organiza a plataforma.

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Na avaliação de Gabriele Roza, o contexto atual tem incentivado as mulheres negras a se reconhecerem como tal e a se engajarem mais. Nesse sentido, a informação qualificada pode potencializar esse processo ao enfrentar os mitos.

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O site já pode ser acessado. Ele traz dados como os que revelam que na Câmara dos Deputados as mulheres negras não chegam a 1% das cadeiras, apesar de pretas e pardas serem o maior grupo demográfico da população brasileira. O lançamento da plataforma marca também o Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha, dia 25 de julho.

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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