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Para valorizar mulheres cientistas, jovem fez 270 artigos na Wikipedia

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Veja publicação original:  Para valorizar mulheres cientistas, jovem fez 270 artigos na Wikipedia

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Por Ana Luísa Vieira

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Jess Wade faz pós-doutorado em eletrônica de plásticos e quer incentivar jovens garotas a seguirem na área: “Estar isolada é sempre difícil”

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A jovem britânica Jess Wade tem um objetivo muito bem definido: garantir que todas as mulheres que tenham feito contribuições importantes para a ciência ganhem o reconhecimento que merecem. Para isso, ela escreveu cerca de 270 artigos no Wikipedia somente no ano passado. As informações são do jornal The Guardian.

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Jess faz pós-doutorado em eletrônica de plásticos no Imperial College London — faculdade britânica com forte foco em ciência, engenharia e medicina. Ela acredita que escrever artigos sobre mulheres cientistas na Wikipédia pode incentivar garotas a seguir na área: “Quanto mais você lê sobre essas mulheres sensacionais, mais você fica motivado e inspirado por suas histórias pessoais”, afirma.

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A jovem britânica estudou em uma escola só para garotas e seus pais são cientistas. Ela não se lembra de enfrentar grandes obstáculos para seguir carreira no campo da ciência e decidiu estudar física no Imperial College. Foi no doutorado, entretanto, que ela notou a pouca presença de mulheres: “Estar isolada é sempre difícil”.

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Para encorajar mais meninas a serem cientistas, Jess passou a fazer palestras em escolas. Ela fala não só com os alunos, mas também com pais, responsáveis e professores. Estima-se que, na Grã-Bretanha, menos de 9% dos engenheiros profissionais sejam mulheres.

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Em termos de divulgação da ciência na internet, o trabalho de Jess começou com o simples upload de algumas imagens para pesquisa no Wikimedia Commons. Ao ver o sucesso das fotos que postava, a jovem britânica decidiu, então, escrever artigos para a enciclopédia digital — o primeiro foi sobre a Kim Cobb, cientista americana especializada em clima.

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A segunda das notas foi a respeito de Susan Goldberg, primeira mulher a ocupar o cargo de editora na revista National Geographic. Emma McCoy, primeira mulher a lecionar matemática no Imperial College, também ganhou uma página na Wikipédia graças a Jess.

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A britânica conclui que, ao escrever os artigos, espera fazer da ciência um lugar melhor para todos os que trabalham na área: “Assim, as meninas que chegarem, chegarão a um ambiente muito mais empoderador”.

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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