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O machismo que as empreendedoras enfrentam todos os dias

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Veja publicação original:  O machismo que as empreendedoras enfrentam todos os dias
Por Mariana Desidério

Empreendedoras falam sobre machismo e discriminação durante o 6º Fórum Empreendedoras.

 

 

 

São Paulo – Tatiana Pimenta é empreendedora, dona da startup Vittude, que conecta psicólogos a pessoas em busca de terapia. Apesar de ser a CEO do negócio, Pimenta não envia mais e-mails para empresas que podem ser suas potenciais clientes. Quem ficou com a tarefa é o seu sócio homem.

 

“Quando começamos a enviar e-mails para os gestores de RH das empresas, eu mandava 50 e-mails, ele mandava outros 50. Só que ele recebia muito mais respostas do que eu. E era exatamente a mesma mensagem”, contou a empreendedora durante o 6º Fórum Empreendedoras, realizado ontem em São Paulo.
 

 

“O machismo não é descarado, mas existe. Se enviamos a mesma mensagem, por que o homem tem mais respostas?”, questiona. Pimenta foi uma das empreendedoras a falar no painel sobre startups lideradas por mulheres durante o Fórum, que é organizado pela Rede Mulher Empreendedora (RME). E ela não foi a única a relatar discriminação por ser mulher.

 

 

Tânia Gomes, dona da startup 33e34, contou que, principalmente no início da empresa, era muito procurada para falar sobre como conseguia conciliar a vida de empresária com os cuidados com a casa, por exemplo – isso quando é questionada sobre filhos.

 

 

“Não é o meu gênero que vai definir o sucesso e os caminhos do meu negócio”, atesta.

 

 

A terceira participante do painel foi Gabriela Corrêa, dona da Lady Driver, startup de transporte particular que trabalha exclusivamente com motoristas mulheres. No caso de Corrêa, a própria ideia do negócio surgiu após um episódio de machismo, quando ela foi assediada dentro de um táxi.

 

 

Para a empreendedora, é importante que as mulheres não deixem episódios como esse passarem impunes. “Eu fui para o lado do negócio porque sou desse meio. Mas só de fazer uma denúncia na delegacia da mulher já é alguma coisa”, afirmou.

 

 

O 6º Fórum Empreendedoras reuniu 1.500 pessoas ontem em São Paulo, para discutir temas como a relação das mulheres com o dinheiro, acesso a crédito, startups lideradas por mulheres, dentre outros.

 

 

Para a empreendedora Ana Fontes, idealizadora da RME e do Fórum, a discriminação de gênero atrapalha as empreendedoras em outros âmbitos, como a dificuldade de acesso a crédito. “Hoje as mulheres têm mais dificuldade de acesso a crédito do que os homens, e isso é um grande problema”.

 

 

Segundo Fontes, essa é uma das principais dificuldades das mulheres que empreendem no Brasil hoje, além de outras duas questões: a dificuldade em conciliar vida pessoal e negócio e a falta de capacitação.

 

 

 

 

…..

 

 

 

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