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Nova regra da Fifa exige pelo menos duas mulheres em toda comissão técnica de torneios femininos

Saiu no site GE

Determinação começará a valer em setembro e será aplicada em todas as competições da entidade

A Fifa anunciou nesta quinta-feira uma nova regra para competições femininas. Todos os clubes participantes deverão ter pelo duas mulheres na comissão técnica, sendo obrigatória uma treinadora principal ou assistente mulher. A mudança busca aumentar a representação feminina dentro dos torneios, especialmente em cargos de liderança.

A nova norma foi aprovada no Conselho da Fifa e valerá para todas as competições, profissionais ou juvenis, entre clubes e seleções. A estreia da regra será na Copa do Mundo Feminina Sub-20, que acontece em setembro, na Polônia. Ela também será aplicada na Copa do Mundo de 2027, realizada no Brasil.

— Simplesmente não há mulheres suficientes na função de treinadora hoje. Devemos fazer mais para acelerar a mudança, criando caminhos mais claros, expandindo oportunidades e aumentando a visibilidade para as mulheres em nossas linhas laterais — afirmou em nota a diretora de futebol da Fifa, Jill Ellis.

O objetivo da Fifa é que a expansão do futebol feminino seja acompanhada da maior representação feminina em cargos técnicos. Na Copa do Mundo de 2023, na Austrália, por exemplo, apenas 12 dos 32 treinadores participantes eram mulheres.

Em nota, a Fifa também destacou que a nova regra se alinha à sua estratégia global para o futebol feminino. Através desse programa, a entidade oferece às confederações associadas programas para ajudar a aumentar o número de treinadoras, como mentorias, bolsas de estudo e trilhas de desenvolvimento.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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