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Música romântica de Naiara Azevedo é ação contra violência doméstica

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA

 

Veja publicação original: Música romântica de Naiara Azevedo é ação contra violência doméstica

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Clipe de ‘Coração Pede Socorro’ mostra cenas de abusos físicos e psicológicos

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Naiara Azevedo lançou no início do mês a canção “Coração Pede Socorro”. O que parecia uma música romântica revelou uma outra face de um relacionamento: a violência doméstica contra a mulher. No clipe lançado no último dia 25, data que marca o Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres, a mesma letra serviu de pano de fundo para cenas de abusos físicos e psicológicos.

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A ação, criada pela Artplan para o Ministério de Direitos Humanos e para a Secretaria das Mulheres, quer incentivar denúncias de violência através do número 180.

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“Fiquei muito feliz com o convite para ser porta-voz dessa campanha. Acredito que nunca se falou tanto sobre o tema ‘violência contra a mulher’ nas redes sociais e jornais como estão falando nesses últimos meses”, disse Naiara. “É triste ver os números crescentes de vítimas, mas, ao mesmo tempo, é bom saber que campanhas desse tipo estão encorajando as mulheres a não ficarem caladas diante de qualquer tipo de abuso, seja ele físico ou psicológico”, afirmou.

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Dados alarmantes

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A violência contra a mulher tem números assustadores. No Brasil, mais de 12 mulheres foram assassinadas todos os dias em 2017, mostrou o Atlas da Violência. De janeiro a julho deste ano, foram contabilizados mais de 79 000 relatos de violência no Ligue 180. Destes, mais de 63 mil foram classificados como violência doméstica. Segundo o Instituto Maria da Penha, as mulheres que são vítimas da violência doméstica e familiar estão submetidas a um ciclo que se repete.

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Divulgado no domingo, 25, um relatório das Nações Unidas revelou que, diariamente, 137 mulheres são vítimas de feminicídio ao redor do mundo. Os crimes são cometidos pelos seus companheiros, ex-maridos ou familiares, quase sempre homens, o que equivale a seis crimes por hora. 

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Assista ao clipe:

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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