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Mulheres vítimas de violência em Olinda conquistam certificado de cabeleireira

Saiu no site OLINDA

 

Veja publicação original:  Mulheres vítimas de violência em Olinda conquistam certificado de cabeleireira

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Capacitação é um passo para independência financeira

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Por Suzyanne Freitas

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Não basta resistir, as mulheres vítimas da violência têm de se superar. Com essa proposta, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher Márcia Dangremon (CEAM) possibilitou a de dez donas de casa a concretização de mais uma vitória na dura realidade de quem já sofreu na pele e na alma os efeitos da violência de um companheiro. Nesta terça-feira elas receberam o certificado do curso profissionalizante de cabeleireira.

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É mais um passo também na autonomia financeira do grupo para libertação das amarras criadas pelo agressor. A capacitação foi oferecida pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos de Olinda. “É um novo começo”, foi assim que uma das formadas resumiu a conquista. Com duas filhas e um novo amor, ela contou que vivenciou dias turbulentos com o antigo cônjuge, o qual todos os dias a espancava. Com a nova oportunidade, ela resolveu virar a página e foi uma das mais comprometidas no curso.

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A qualificação, que aconteceu entre os dias 13 de junho e 28 de novembro deste ano, estimulou as vitimas a aprenderem como cortar, colorir, descolorir tratar, hidratar, realizar permanentes, penteados e escovas. Atualmente, muitas já estão obtendo renda a partir das técnicas apreendidas durante as aulas.

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A coordenadora do CEAM, Sueli Araújo, sentiu-se realizada por abrir as portas durante alguns meses para fazer dessas mulheres profissionais e assim depender apenas de si próprias. “Sinto-me orgulhosa de ajudar a todas essas demandas que me foram passadas. Estamos atuando com a Prefeitura para prevenir a violência e acolher essas mulheres agredidas. O curso é forma de fazer com que a mulher se sinta valorizada, aprendendo a dizer: “Eu posso”, elevando a autoestima e vestir-se de um belo sorriso no rosto”, disse.

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“Sorrimos, brincamos, aprendemos, fizemos amizades e estamos bem instruídas para pôr em prática os ensinamentos no mercado lá fora que nos espera”, afirmou uma das alunas.

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Além de passar pela teoria e prática, as mulheres também obtiveram ajuda para superar os medos e traumas deixados pela violência.

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No final da festa, a professora e a equipe do projeto fizeram questão de deixar a alegria contagiar no rosto das participantes, entregando kits e parabenizando-as pela conquista alcançada. “Estou muito feliz com a vitória de todas elas, acredito em cada uma e sei que daqui para frente terão um futuro brilhante”, destacou a professora Elizabeth Veneranda.

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“Tornar a mulher independente, principalmente financeiramente foi o nosso maior objetivo ao oferecer o curso para que assim não venham a depender dos companheiros”, afirmou a secretária executiva da Mulher e dos Direitos Humanos de Olinda, Verônica Brayner.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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