HOME

Home

Mulheres são a maioria na delegação brasileira da Olimpíada de Paris

Saiu no site SCC10

 

É a primeira vez que o número de atletas mulheres é maior do que o dos homens.

Ainda que a Olimpíada de Paris tenha começado sem a paridade de gênero, algo prometido e propagandeado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), e com homens como maioria nas competições, a exemplo de todas as edições anteriores dos Jogos, na delegação brasileira, as mulheres predominam.

Pela primeira vez, o número de atletas mulheres do Time Brasil é superior ao dos homens em uma Olimpíada. Elas são 55% do total de 276 esportistas, de 39 modalidades diferentes, que estão competindo na capital francesa, isto é, são 153 mulheres e 121 homens.

São mais brasileiras em Paris pelo protagonismo alcançado e em decorrência do insucesso dos homens em modalidade coletivas, como o handebol e o futebol, modalidades que só terão em quadra os times femininos do Brasil na Olimpíada francesa.

 

A projeção do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que estabeleceu a meta de conseguir o recorde de medalhas nestes Jogos, é de que as mulheres sejam protagonistas na capital francesa. As principais estrelas com chance de brilhar, repetindo o que fizeram em Tóquio, são a jovem skatista Rayssa Leal, a ginasta Rebeca Andrade, a nadadora Ana Marcela Cunha e a boxeadora Bia Ferreira. Outras candidatas ao ouro são Ana Patrícia e Duda, dupla do vôlei de praia.

A experiente judoca Mayra Aguiar, a dupla da vela Martine Grael e Kahena Kunze, que são as atuais bicampeãs olímpicas, a skatista Raicca Ventura, a surfista Tatiana Weston-Webb e a canoísta Ana Sátila são outras atletas que surgem como candidatas a medalha.

Mariana Mello, gerente de planejamento e desempenho esportivo do COB e subchefe da delegação em Paris diz que o COB enxergou em 2016 a oportunidade de investimento nas mulheres e começou a desenhar uma estratégia de crescimento de capacitação feminina e, por consequência, dos resultados. “Agora estamos começando a colher esses frutos”, afirma a dirigente ao Estadão.

 

 

 

“Acredito que isso é uma conquista nossa, das mulheres, principalmente daquelas que vieram antes de nós e contribuíram diretamente para esse crescimento”, acrescenta Mariana. Ela e Joyce Ardies, gerente de operações internacionais, fazem o trabalho de bastidor pelo sucesso dos atletas brasileiros na França.

Em 2021, o COB implementou a área Mulher no Esporte e criou uma comissão específica para o tema com o objetivo de elaborar políticas, programas e projetos que geram mais oportunidades para o aprimoramento das atletas, treinadoras e gestoras no esporte olímpico brasileiro. “É uma área que, além de atuar no trabalho do COB, também dá apoio no desenvolvimento das Confederações em ações voltadas para o segmento feminino”, explica Mariana.

No passado, nasceu o Programa de Desenvolvimento do Esporte Feminino (PDEF), que visa incentivar as confederações a realizarem um planejamento esportivo específico para mulheres no esporte, com o entendimento de que, para que o Brasil avance com as seleções femininas, são necessárias “mudanças sistêmicas”, segundo Mariana, que reconhece haver poucas mulheres em cargos de liderança e atuando como treinadoras.

 

 

Para que esse cenário mude, o COB apostou no Programa Mentoria Individualizada Reflexão e Ação (MIRA). A ideia é que, nas próximas edições, o Brasil possa contribuir para a elevação do número global de treinadoras. Nos Jogos de Tóquio, em 2021, foi de 13%.

No Pan de Santiago, o Brasil conquistou mais medalhas com as mulheres do que com os homens. Foi a primeira vez na história que o desempenho feminino superou o masculino em um evento multiesportivo de grande porte. A avaliação dos dirigentes do COB é de que esse cenário vai se repetir em Paris.

“A chance é real de termos mais medalhistas mulheres do que homens pela primeira vez em Jogos Olímpicos”, acredita Mariana. Sua avaliação se baseia no superioridade das mulheres em relação aos homens e nos resultados recentes conquistados pelas atletas.

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME